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Dicas pra conhecer Sucre, a cidade mais lindinha da Bolívia

Com casinhas coloniais majoritariamente brancas e praças arborizadas, patrimônio da humanidade pela UNESCO, Sucre, Bolívia, é o que o país tem de mais parecido com Cartagena ou Tiradentes (MG). Fundada no século 16, a cidade floresceu com a grana vinda das minas de prata dos arredores e, no século 19, viu algumas primeiras insurgências contra a coroa espanhola. Fora sua importância histórica, Sucre é a cidade mais atraente da Bolívia, e oferece um people watching divertido de cholitas e estudantes que atendem às universidades locais entre lojinhas, mercados e restaurantes. O clima, diferente de La Paz ou Uyuni, é ameno e ensolarado, e a altitude também dá uma trégua (Sucre está a 2800 metros, ou seja, nada de ficar cansado ao subir uma escada).

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O QUE FAZER EM SUCRE, BOLÍVIA:

Numa pernada só você cumpre todo o centro. Comece no Parque Símon Bolívar, um bonito espaço verde com banquinhos, fontes e crianças bolivianas fofíssimas saracoteando no parquinho. Caminhe três quarteirões até o colorido Mercado Central, onde bancas de temperos, frutas e outros víveres convidam a fazer um ensaio fotográfico. No andar de cima, senhorinhas mexem panelões fumegantes e oferecem pratos-feitos a R$ 10 com sopas e cozidos. Saindo dali, dê uma passada no Museo Nacional de Etnografia y Folklore, que guarda  máscaras ornamentadas de diferentes festivais e manifestações religiosas bolivianas.

Dali é um pulo ao coração de Sucre, a Plaza 25 de Mayo, com algumas construções importantes. A Casa de la Liberdat, hoje museu, foi palco da “fundação” da República Bolívar após a independência do país, em 1825. Na mesma praça fica a Catedral Metropolitana de Sucre, com sua torre barroca.

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Saindo pelas ruas adjacentes, dá para parar em lojinhas como a Chocolates para Ti, com doces feitos em Sucre, e a Associación de Arte Indígnea Inca Pallay, que mostra artesanatos de diferentes grupos nativos. Ladeira acima, o caminho leva até o outro museu legalzinho, o Museo de Arte Indígena, no qual vale dar uma passada. Bem pertinho fica o Monastério de la Recoleta, do século 17, onde uma ampla praça tem um mirante entre bonitas arcadas para ver Sucre do alto. Melhor ainda, pegue uma mesinha com guarda-sol no Café Mirador, onde dá para ver o dia findar entre uma e outra cerveja Paceña e uns petiscos. Foi meu lugar preferido em Sucre, Bolívia.

Atenção: se puder, esteja em Sucre aos domingos.

Pela manhã (pergunte no seu hotel o horário do ônibus), ônibus levam pela manhã até o Mercado de Tarabuco, um povoado a 65 quilômetros de Sucre que serve de ponto de venda e compra para vários produtores da região. Apesar da pracinha central com os mesmos souvenires de sempre (dá-lhe malhas e mochilas estampadas e lhamas em miniatura), Tarabuco se preserva como há tempos atrás, com cholitas com sacos enormes de folhas de coca e oferendas para a Pachamama com tabletes coloridos feitos de açúcar. Os ônibus normalmente param em um restaurante onde você pode almoçar com uma apresentação de danças típicas antes de voltar a Sucre, Bolívia.

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ONDE COMER EM SUCRE, BOLÍVIA:

O Mercado Central (Calle Ravelo) tem pratos-feitos gostosos e baratos e vale pela experiência de comer com os locais. Um dos melhores restaurantes da cidade é o vegetariano Condor Café, com menu com pratos típicos bem-feitos. Para jantar, vale ir ao Café Florin, de uma cozinheira holandesa.

ONDE FICAR EM SUCRE, BOLÍVIA:

Entre os hostels, são bacaninhas o Beehive (diárias desde US$ 8 no coletivo e US$ 24 no privativo) e o 7 Patas (diárias desde US$ 5 no coletivo . Eu fiquei no Kultur Berlim e fiquei com sentimentos confusos: os quartos são bem bons e grandes, com banheiros dentro, mas o wi-fi só funciona na recepção, o lugar é meio escuro e nos fins de semana ele vira uma balada enorme que faz barulho até às 3h. No último dia nós descobrimos um jardim com redes e um coelhinho na parte de trás do casarão, uma graça.

Se puder pagar um pouquinho mais, o Hostal CasArte Takubamba (diárias desde US$ 35) oferece quartos simpáticos ao redor de um jardim. Também num casarão histórico, o Mi Pueblo Samary Hotel Boutique (diárias desde US$ 77) tem décor gracinha. O Parador Santa Maria La Leal (diárias desde US$ 174) é o mais sofisticado da cidade, com móveis de antiquário elegantes e restaurante.

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A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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