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Sir Bani Yas Island, o oásis artificial que tem safári nos Emirados Árabes

Ostentação é o que não falta nos Emirados Árabes Unidos.

Ilhas artificiais no formato de uma palmeira, uma pista de esqui no deserto e o prédio mais alto do planeta são só o começo. E Sir Bani Yas Island, a 3 horas e meia de Abu Dhabi, é mais uma prova de que o país se supera mesmo nas megalomanias.

Imagine uma ilha deserta com plantas ralinhas, falcões e outros pássaros e a crista de uma cúpula de sal criada há milhões de anos por forças geológicas, banhada pelas águas calminhas do Golfo Pérsico. Junte um xeique com tendências mil de grandiosidade e uma enorme afeição a esse pedaço de terra ao combo pra entender como Sir Bani Yas Island passou de nada a casa de mais de 10 mil animais selvagens entre guepardos, hienas e girafas e vários milhões de árvores e plantas nativas do continente africano, 100% irrigadas, em três décadas.

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O lugar é um oásis artificial no meio do Oriente Médio.

Chegou um ponto em que os tours à ilha aos finais de semana ficaram tão populares que as reservas tinham de ser feitas com até um ano de antecedência. E aí o xeique Zayed – e a rede de hotéis Anantara – viram vantagem, dando origem a um safári turístico à la Kruger Park com guia expert a bordo de 4×4 e tudo; diversas atividades em terra como arco e flecha, falcoaria e passeios a cavalo; e esportes aquáticos como pesca de barracudas, mergulho pra caçar pérolas e caiaque no manguezal.

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Tudo com o apoio de três hotéis de luxo assinados pela rede asiática: o Desert Islands Resort (diárias desde AED 1 120), com pegada de resortão de frente pra praia pra ir em família; o Al Yamm Villa Resort (diárias desde AED 1 366) e seus chalés românticos ideias pra ir em dois, também pé na areia; e o Al Sahel Villa Resort (diárias desde AED 1 608), no melhor estilo glamping de safári, com piscininhas exclusivas de onde você vê gazelas saltitando na mata.

O safári a bordo de um veículo 4×4 com guia sai por US$ 68 e é a atividade mais procurada. Você vê guepardos, girafas e hienas. Também dá pra velejar no pôr do sol desde US$ 76, praticar caiaque no manguezal desde US$ 46 e mountain bike desde US$ 44, mergulhar caçando pérolas desde US$ 150 e explorar as paisagens da ilha andando de cavalo desde US$ 81.

Há cinco restaurantes na ilha: o italiano Olio, onde o carro-chefe é o filé de bacalhau assado; o de frutos do mar Amwaj que serve camarões e vieiras à base de ervas asiáticas e purê de batatas; o de comida arábica Al Shams que tem entradinha de pão árabe com alho e especiarias; o africano Savannah Grill & Lounge e suas carnes de avestruz; e o de comida internacional The Palm.

Quem quiser também pode encarar um bate-volta desde Abu Dhabi e embarcar no safári de duas horas por AED 250, mas saiba que são três horas dirigindo desde a capital mais uma balsa de 30 minutos até a ilha.

A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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