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Primeira vez na Itália: como fazer um roteiro de duas semanas de trem

Roteiro Itália 15 dias: este itinerário de duas semanas é ideal para uma primeira vez na Itália.

É um giro pelas principais atrações do norte do país com calma e se deslocando de trem. Você vai curtir um pouco de cidade, campo e praia e ter um vislumbre dos highlights do país. Ele permite algumas variações se você puder esticar o tempo, como por exemplo alugar um carro e explorar a região da Toscana. Mas a ideia aqui é ver Roma, Florença, um pouquinho da Toscana em bate-voltas, Cinque Terre e Veneza.

Tudo o que você precisa para viajar de trem na Europa no site da Rail Europe

Quando ir?  Esse roteiro é ideal do começo de abril até o fim de outubro – no inverno é melhor trocar Cinque Terre por Milão, por exemplo, ou então ir à Roma e depois focar o roteiro no sul do país (Nápoles, Pompeia, vilarejos da Puglia e esqui nas Dolomitas). Eu evitaria o alto verão, julho e agosto, quando as multidões vão incomodar. Abril e outubro são meses perfeitos para pegar tempo ok e menos gente.

O roteiro  Variei o número de noites em Roma e Veneza porque tudo vai depender do horário do seu voo e dos seus trens. Você precisa de no mínimo três dias inteiros em Roma e três dias inteiros em Veneza (dois para a cidade e um para Murano e Burano).

Como se deslocar?  Nesse roteiro vale a pena fazer todos os deslocamentos de trem – deve sair a partir de € 120 por pessoa contando todas as passagens. Compre os trechos maiores (Roma – Florença, Florença – Cinque Terre e Cinque Terre – Veneza) algumas semanas antes pra pagar menos e os outros pode comprar na hora. O único que vai ser mais chatinho vai ser entre Cinque Terre e Veneza, que vai exigir duas baldeações. Veja as passagens no site da Rail Europe, em português.

Como chegar?  Compre sua passagem chegando em Veneza e indo embora de Roma na opção múltiplos destinos das cias áereas.

Roteiro Itália 15 dias:

ROTEIRO ITÁLIA 15 DIAS:

VENEZA (3 OU 4 NOITES)

Dedique dois dias inteiros a conhecer a cidade e um para um bate-volta a Murano e Burano. Chegando na cidade compre um cartão de transporte público válido para 3 dias por € 40 – vale a pena, já que uma só corrida de vaporetto, o barquinho que serve de transporte público na cidade, custa € 7,50. Se você tiver hospedado fora de San Marco, vale mais a pena ainda. Eu não acho que o passe de atrações vale a pena, porque ele não inclui nem a Gallerie dell’Accademia e nem a Coleção Peggy Guggenhein, que são os dois museus mais legais da cidade. Não perca também a Basílica de San Marco, o Palazzo Ducale, a Scuola Grande di San Rocco e o mercado Riatlo.

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FLORENÇA (4 NOITES, COM BATE-VOLTAS)

De Veneza a Florença são 2h de trem. Cheque na cidade e já entre no site para comprar ingressos (e não pegar fila) para a Galleria degli Uffizi, o museu mais incrível da cidade, onde estão as obras de Botticelli. Se quiser ver mais arte, compre também para a Galleria dell’Accademia, onde está a famosa escultura David, de Michelangelo. Curta dois dias na cidade, vendo também a Catedral Santa Maria del Fiore, a Ponte Vecchio e os jardins Boboli. Peça para o recepcionista do hotel fazer uma reserva para você no restaurante Sostanza, possivelmente o melhor (e mais autêntico) da cidade, onde você não comerá se não reservar.

Depois, faça um bate-volta a Pisa para ver a torre e dar uma voltinha na cidade (pelo peço, € 18, e a vista, não vale a pena subir na torre). Daí, pegue um até Poggibonsi e mais 20 minutos de ônibus até San Gimignano. Passei pela cidade e depois volte para a Florença (com o mesmo caminho por Poggibonsi). No dia seguinte, é a vez de fazer um bate-volta a Siena de trem.

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CINQUE TERRE (2 NOITES)

Pegue o trem cedinho até Cinque Terre. Você precisa escolher em qual das cinco vilinhas vai se hospedar (são elas Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore). Eu sugiro ficar Riomaggiore, a primeira delas. Você vai ter que trocar de trem na cidade de La Spezia (não se hospede ali, aliás, fique nas vilinhas mesmo), e aí pegar o trem que corre entre elas. Faça um passeio de fim de tarde na que você ficar hospedado e coma frutos do mar frescos.

No dia seguinte, pegue o trem até Monterosso (compre o passe que permite viagens ilimitadas entre elas por € 15). Passeie pela cidade e faça a trilha que vai de lá até Vernazza (cerca de 2 horas), que vai margeando o litoral. Almoce no restaurante Belforte, que tem vista para o mar, e siga caminhada até Corniglia (1h30), para mais vistas dramáticas dos penhascos e das encostas cobertas por vinhedos. Em Corniglia, pegue o trem até Manarola para ver o pôr do sol. Termine com o cair da noite em Riomaggiore, de volta ao seu hotel. Dê uma voltinha na manhã seguinte e pegue o trem para Roma.

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ROMA (4 OU 5 NOITES)

A capital italiana é a última parada – de Cinque Terre são cerca de 3h20 de trem. Chegando na estação Termini, compre o Roma Pass de 72 horas por € 38,50. Use-o para entrar no Coliseu e no Foro Romano (um único ingresso) e depois na Galleria Borghese ou nos Museus Capitolinos. Depois, use-o para ter descontos na entrada das Termas de Caracalla. Ele também inclui transporte público. Compre pela internet os ingressos para os Museus do Vaticano e reserve pelo telefone um horário para ver a Galleria Borghese. Faça reserva para jantar no Armando al Pantheon, que serve clássicos romanos há mais de cinco décadas.

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Se estiver com tempo sobrando, você pode fazer um bate-volta a Nápoles, mas é cansativo. Acorde cedo e pegue um dos primeiros trens a Nápoles. Na estação central, desçam ao subterrâneo e tome a linha Circumvesuviana até a estação Pompei Scavi (45 minutos). Voltem a Nápoles para ver o Museu Arqueológico Nacional e comer na Antica Pizzeria da Michele.

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A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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