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Miniguia de alimentação em Orlando, dentro de fora dos parques

Dentro dos parques há restaurantes “quick service”, em que você pede no balcão e leva sua comida, “table service”, mais caros, à la carte ou bufê, que normalmente precisam de reserva, e o “signature restaurants”, os mais gourmets de todos. Como quase todo mundo quer comer rapidinho para poder brincar mais, hambúrgueres, hot dogs, pizzas e coxas de peru são onipresentes, mas você não precisa resumir sua viagem a fast-food. E quem reservar com antecedência pode fazer uma refeição acompanhado da Cinderella, da Fera ou do Ursinho Pooh. Onde comer em Orlando: veja mais dicas abaixo.

Onde comer em Orlando: dicas e restaurantes

Os planos de refeições dos parques valem a pena?

O Disney Dining Plan é um plano que dá direito a uma determinada quantidade de refeições em vários restaurantes do complexo Disney. O plano básico é o standard, que inclui um quick service, um table service e um snack por pessoa por dia de pacote por US$ 55,59 por dia para adultos e crianças de 10 anos ou mais, e US$ 17,16 por dia para crianças de 3 a 9 anos. Estão incluídas refeições com personagens (“character dining”), alguns restaurantes gourmet (“signature restaurants”), jantares-espetáculos (“show dinners”) e delivery para o apartamento (“in-room dining” ou pizza). Não é um investimento ruim,  mas também não é uma economia enorme, e dificilmente você fará todas as refeições a que o plano dá direito todos os dias. Os parques da Universal contam com o Universal Dining Plan – Quick Service, que pode ser usado em mais de 100 locais (tanto dentro dos parques quanto no CityWalk). Ele cobre uma refeição com prato principal, um snack e uma opção de bebida não-alcóolica. Para crianças de 3 a 9 anos, o plano oferece os mesmos itens, mas as opções devem ser escolhidas apenas entre as disponíveis no menu kids. Custa, por pessoa, US$ 21,99 (para crianças de 3 a 9 anos, US$ 13,99). De novo, não traz uma economia muito vantajosa.

Pode levar snaks na bolsa dentro dos parques?

É possível baratear as refeições comprando lanches em supermercados com o Walmart e a Target, tanto para comer no hotel quanto para levar para os parques. Nestes últimos só não é permitido levar itens de vidro e bebidas alcoólicas – e também é proibido levar uma marmita e pedir para um funcionário do restaurante esquentar. Mas vale sim levar uma mochila com sanduíches frios, frutas, salgadinhos e bolachas para aplacar a fome e não ter que toda hora entrar na fila para comprar um lanche.

Os restaurantes mais concorridos dos parques

Onde comer em Orlando: para conseguir uma mesa nos restaurantes mais disputados é necessário fazer reserva no site: eles abrem a agenda com 180 dias de antecedência e o melhor horário para conseguir reservar é 6h da manhã no fuso de Orlando. Pede-se cartão de crédito no ato, e só vai ser cobrada uma multa se você não comparecer e não cancelar com o mínimo de antecedência exigido (normalmente de 24 a 48 horas). Seja flexível com seus horários (vale topar jantar às 17h) e considere dividir seu grupo em mesas diferentes se ele for grande. O foco na maioria deles não é a comida, mas sim a ambientação e os personagens que você encontra lá dentro.

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Be Our Guest (foto acima): No mais recente castelo do Magic Kingdom, tem interior caprichadíssimo cheio de detalhes do filme da Bela e a Fera. Ele funciona como um restaurante quick service (estilo fast-food) de dia e de noite como um restaurante à la carte (ou full service).

Cinderella’s Royal Table: Dentro do castelo da Cinderela no Magic Kingdom, é o restaurante que incorpora toda magia Disney do nosso imaginário, permitindo interação com diversas princesas: Jasmim, Branca de Neve, Bela Adormecida; estão todas lá. Reserve 6 meses antes.

Chef Mickey’s: Fica dentro do hotel Contemporary Resort, ligado ao Magic Kingdom pelo monorail. Todo mundo quer fazer reserva ali pra tomar um café da manhã com Pateta, Pluto, Pato Donald e toda turma antes de seguir ao parque, e de quebra pedir os famosos waffles com a cara do Mickey.

Crystal Palace: Um dos cafés mais desejados da Disney, dentro do Magic Kindgom, fica numa bonita estufa em estilo vitoriano. A ideia é comer waflles e panquecas acompanhado da turminha do Ursinho Pooh.

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Refeições com os personagens: há outras opções?

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Uma série de restaurantes nos hotéis e parques de Orlando oferecem refeições com personagens. O café da manhã é sempre mais barato, seguido pelo almoço e o jantar. Além dos superconcorridos (veja o item acima), há outras opções bacanas:

‘Ohana (Disney’s Polynesian Village Resort): Peixes e carnes feitos na brasa embalam um jantar com os fofinhos Lilo e Stich. Por US$ 43 para adultos e US$ 24 para crianças para comerem à vontade.

Cafe La Bamba (Universal Studios): Às quintas e sábados é servido um bufê de café da manhã com frutas, panquecas, ovos mexidos e afins acompanhado de amiguinhos como Dora, a exploradora, Bob Esponja e os Minions do Meu Malvado Favorito. Custa US$ 34,99 para adultos e US$ 20,99 para menores de 9 anos.

Garden Grill (Epcot): Ideal para um almoço e jantar com Mickey, Tico, Teco e Pluto, com um bufê superfresco estilo “all you can eat” com saladas e carnes. US$ 40,46 para adultos e US$ 24,49 para crianças de 3 a 9 anos.

Onde comer em Orlando: dicas e restaurantes

Pedidas boas e baratas nos parques

Onde comer em Orlando: comer nos parques é sempre relativamente caro, mas é possível fugir do hambúrguer e da batatinha sem ter que pagar pelos menus à la carte. No Magic Kingdom, veja a Pinocchio Village Haus, um chalé estilo suíço onde servem pratos como pão achatado à caprese (US$ 10,49) e salada caesar com frango (US$ 9,99). No Animal Kindgom, o Yak and Yeti Local Foods Cafe tem pedidas asiáticas como a tigela de carne com molho teriyaki (US$ 11,49) e salada de frango com gengibre (US$ 10,49). No Island of Adventures, prove o Leaky Cauldron, com atmosfera de Hogwarts e pratos como sopa e salada (US$ 8,99) e ensopado de cordeiro (US$ 12,99). No Bush Gardens, passe no Zambia Smokehouse, onde o salmão grelhado sai US$ 11,99.

Disney Springs e Disney Boardwalk

A expansão de Disney Springs, antiga Downtown Disney, trouxe uma porção de restaurantes bacanas. O STK tem um ambiente escurinho e animado, com DJ musicando as noites. O negócio ali é comer carne, tipo o filé de costela (boneless ribeye) com acompanhamentos como a batata com parmesão e azeite trufado (foto ao lado). Também rola pedir várias entradas para dividir – os mini hambúrgueres são deliciosos. Outra idea é o The Boathouse, para comer frutos do mar e passar de carros-barcos num canal, e o Morimoto Asia, asiático top que ali tem duas casas, uma mais sofisticada e outra mais informal e barata (a Morimoto Asia Street Food). Já o Disney Boardwalk é um calçadão de 400 metros à beira de um lago que fica de frente para alguns hotéis da Disney. Ali há algum entretenimento noturno e restaurantes – o Flying Fish é a melhor pedida, com um salão bonitão com paredes azuis e lustres que lembram bolhas. O caranguejo com crosta macia (soft shell crab) e a barriga de porco (kurobuta pork belly) são muito bons.

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Passeios com refeição: Winter Park e Celebration

Essas duas cidadezinhas coladas em Orlando dão um bom passeio + almoço ou jantar. A 15 minutos de Downtown Orlando, Winter Park foi fundada no fim do século 19 e exibe casas históricas e canais entre carvalhos e ciprestes.

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Ali está um dos melhores restaurantes de Orlando, o aclamado The Ravenous Pig, que usa ingredientes locais em menus sazonais. No almoço tem sanduíches e saladas por cerca de US$ 15, e no jantar pratos principais saem por cerca de US$ 30. Já Celebration é uma espécie de cidade cenográfica criada num antigo terreno do Walt Disney, com casas tradicionais do norte dos EUA. Na Market Street há uma porção de lugarzinhos pra comer: o Market Street Café tem guloseimas de café da manhã tipo panquecas, waffles e ovos, e o Imperium Food and Wine é um bar de vinhos com uma boa carta que serve “flatbreads”, tipo umas pizzinhas. Lugar gostosinho pra ir à noite.

Onde comer em Orlando: e você, tem mais dicas? Deixe nos comentários!

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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