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O que fazer em Washington D.C.: as melhores atrações da capital americana

O que fazer em Washington D.C.:

Politicagens à parte, Washington D.C. é uma cidade interessante e vivaz. Sim, ela abriga prediões institucionais e possivelmente a maior concentração de museus por metro quadrado do mundo, mas também tem boemia, compras, casas de show e uma comunidade de estrangeiros que deixa a cidade multicultural. Vem ver o que fazer em Washington D.C..

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O que fazer em Washington

O que fazer em Washington D.C.:

NATIONAL MALL

Se tudo o que você sabe sobre Washington veio da série House of Cards, voltemos ao sisudo e institucional. D.C. tem uma das economias mais saudáveis do país, educação pública de alta qualidade e atrai imigrantes do mundo todo. Sua história tem algo que lembra Brasília: o Congresso americano votou em 1785 na criação de uma capital federal às margens do rio Potomac. Assim como aconteceu por aqui, para muitos pareceu improvável erguer uma metrópole no meio no nada. O francês Pierre Charles L’Enfant está para Washington assim como Lucio Costa está

para Brasília: foi ele o responsável pelo projeto urbanístico único da cidade, com largas avenidas e praças. A cidade só vingou no começo do século 20, quando a National Mall, o maior sucesso do plano de L’Enfant, tomou forma: um largo trecho de área verde entre o Capitólio e o rio, hoje rodeado de memoriais e 14 museus do complexo Smithsonian. Ao longo dos anos a área vem servindo para cenas comezinhas, como piqueniques dominicais, ou para grandiosas manifestações como a histórica Marcha sobre Washington, na qual Martin Luther King bradou que tinha um sonho.

O que ver na National Mall (vale passear ali de noite pra ver a iluminação dos memoriais).

Washington Monument: Obelisco pontudo com 170 metros de altura (da foto acima). Um elevador leva até o topo, da onde se tem  uma vista bonita para a cidade.

Vietnam Veterans Memorial: Homenageia aqueles que lutaram na Guerra do Vietnã; são duas paredes espelhadas com 80 metros de comprimento com 58 mil nomes gravados. Uma estátua de bronze é dedicada às mulheres.

Constitution Gardens: Entre o Washington Monument e o Lincoln Memorial, esse parque tem um laguinho e uma flora bonita pra observar.

Martin Luther King Jr Memorial: Mais novo memorial da National Mall, inaugurado em 2011, é beseado na frase “Out of the mountain of despair, a stone of hope”. Há uma escultura com duas rochas que representam a montanha do desespero e outra com a imagem de Luther King com 9 metros de altura.

Lincoln Memorial: Entre imponentes colunas neoclássicas está a estátua gigantona de Abraham Lincoln, concluída em 1922. De cima dela você enquadra na câmera o Washington Monument ao fundo.

Jefferson Memorial, Tidal Basin e cerejeiras: Nesse lindo lago aritifical você pode alugar um pedalinho (na Boating in DC), observar o monumento ao terceiro presidente americano e, se estiver lá em março, fotografar o conjunto com as lindas florzinhas rosadas das cerejeiras (elas foram um presente da cidade de Tóquio em 1912).

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MUSEUS SMITHSONIAN

Tem uma penca deles, todos ao redor da National Mall (todos abrem diariamente, entre 10h e 17h, com algumas variações no hora´rio). Aqui vão meus preferidos:

National Gallery of Art: Indispensável – tem Da Vinci, El Greco, Goya, Manet e Monet numa coleção impressionante. Também conta com um jardim de esculturas bem legal.

Hirshhorn Museum: De arte moderna. Se não estiver a fim de entrar, fique no jardim de esculturas, em companhia de uma seleção de Rodin, Henry Moore e De Kooning.

Holocaust Memorial Museum: Um dos museus mais tocantes sobre o holocausto que eu já visitei. Na entrada comumente tem um sobrevivente dos campos de concentração contando a sua história.

National Museum of African American History and Culture: Inaugurado em 2016 num prédio supermoderno, tem mostras sobre escravidão, segregação racial e também de ídolos negros da cultura pop – com um espaço dedicado ao ex-presidente Barack Obama.

Também tem a National Portrait Gallery, interessante, com retratos que vão dos Tudor a J.K. Rowling (a do Harry Potter) e o Air and Space Museum, com aviões, foguetes, simulador, planetário e coisinhas pra ver, ouvir, apertar, empurrar (boas pra crianças). O Museum of the American History é uma egotrip americana, uma mistureba de referências pop locais (como a cozinha da chef midiática Julia Child). O Museum of the American Indian conta como a população de índios foi dizimada no país. Pule o Natural History Museum se já tiver visto o de Nova York (a não ser que você adore esse tipo de museu com ossos de dinossauro e bichos empalhados). Se avistar um castelo avermelhado que parece fora de contexto, é o Smithsonian Institution Building, o centro de visitantes Smithsonian, que tem café, lojinha, wi-fi e informações sobre o que está rolando em cada museu. Continue lendo pra saber o que fazer em Washington.

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NEWSEUM

O museu enorme fala de coberturas jornalísticas e tem exposições que cobrem desde casos famosos do FBI até a Queda do Muro de Berlim (e tem de fato um pedaço do muro lá dentro). Também abriga uma sessão com jornais antigos onde dá pra ver a primeira edição do New York Times. Do terraço do sexto andar a vista é ótima: a cúpula do Capitólio, do século 19, ao lado do moderno edifício da ala leste da Art Gallery, de I.M. Pei (o mesmo arquiteto das pirâmides do Louvre). Continue lendo pra saber o que fazer em Washington. Diariamente, entre 9h e 17h

NATIONAL GEOGRAPHIC MUSEUM

Se ainda tiver energia pra mais um museu, vale checar o site pra ver a exposição que está rolando no momento. Ele fica no prédio da fundação da revista, que por mais de um século financia exploradores ao redor do mundo em projetos sociais e ambientais. Bem legal para amantes de fotografia. Diariamente, entre 9h e 18h

CAPITÓLIO

O centro de visitantes do Capitólio (de segunda a sábado, das 8h30 às 16h30), inaugurado em 2009, depois de seis anos de construção, ficou uma beleza. É só chegar e pegar a sua senha para o tour pelo Senado e a Câmara, algo como a Câmara dos Deputados. O guia leva até a antiga sala da Corte Suprema, de 1860, conta fatos curiosos (o domo pesa 4 mil toneladas!) e mostra pinturas e bustos que fazem você identificar aquele pessoal estampado nas notas de dólar. Do Capitólio, um túnel leva até a Biblioteca do Congresso e sua incrível coleção de mais de 150 milhões de itens, entre livros, partituras, manuscritos. O prédio é lindo, com colunas e escadarias de mármore e vitrais no teto. Na saída, você pode dar uma passada no United States Botanic Garden, cheio de plantas formosas.

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CASA BRANCA

O que fazer em Washington D.C.: Pra de fato fazer um tour pelo interior da Casa Branca você precisaria agendar por meio de um requerimento com no mínimo 21 dias e até 6 meses de antecedência na embaixada brasileira em Washington D.C. Com menos trampo é possível conhecer o Centro de Visitantes, gratuito, que guarda um museu, um filminho e informações sobre os presidentes dos EUA. Outra ideia é fazer o tour pelos jardins da Casa Branca aos sábados e domingos e vê-la de fora – os tickets são distribuídos por ordem de chegada a partir das 8h30, veja as datas no site.

UNION MARKET

O que fazer em Washington D.C.: A algumas quadras da estação de metrô NoMa Gallaudet, meio afastado, esse antigo mercadão foi reformado e reaberto em 2012 com mais de 40 lugarzinhos pra comer. Prove os sanduíches de carne orgânica do Red Apron Butchery, uma pratada de ostras no Rappahannock Oyster Bar, waffles no Saison Wafel Bar, sorvete no Trickling Springs. Terça a sexta das 11h às 20h, sábado e domingo das 8h às 20h

14TH E U STREET

Essas duas ruas ao norte da National Mall são carregadas com os melhores bares da cidade, casas de show, restaurantes étnicos, grafites e brechós. Você pode caminhar por elas e entrar onde te apetecer, ou anotar os nomes abaixo:

Barcelona Wine Bar (foto ao lado): Chegue cedo nesse bar, super frequentado no happy hour. Tem ambiente animado com área externa (onde o pessoal fica mesmo no frio, sob aquecedores) e serve tapas e boa seleção de vinhos.

The Codmother (1334 U St NW): Um bar escurinho, subterrâneo e meio pé sujo que serve drinks bem elaborados e o melhor fish and chips da cidade.

The Fainting Goat: Gente bonita, menu com coisinhas pra compartilhar, bons coquetéis. Simples e eficiente.

Takoda: Um rooftop especializado em cervejas artesanais aberto o ano todo.

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Dukem: Washignton D.C. tem a maior comunidade etíope fora da Etiópia, e  uma porção de restaurantes deixa conhecer essa cultura. Peça o pão esponjoso chamado “injera” com uma combinação de pastinhas.

Ben’s Chili Bowl: Instituição local, é uma lanchonete que abriu em 1958 e já serviu seus hot dogs para Miles Davis, Bill Cosby e a família Obama, todos eles devidamente registrados em fotos e notícias na parede. Pra comer batata afogada em queijo e um dogão coberto com chili.

Howard Theatre: A poucos quarteirões da U Street, no renovado distrito de Shaw, esse teatro recebeu gente como Marvin Gaye (que nasceu em D.C., por sinal) e Ella Fitzgerald na primeira metade do século 20. Restaurado em 2007, a casa de shows sedia performances de blues, rock e jazz – veja a programação no site.

801 Restaurant & Bar: Um rooftop good vibes pra ir no verão provar drinks refrescantes e pratinhos pra compartilhar.

GEORGETOWN

Cidade portuária do estado de Maryland fundada no século 17, Georgetown foi incorporada a Washington D.C e hoje oferece um simpático conjunto de casinhas coloridas históricas e ruas arborizadas. A principal do bairro é a M Street, onde estão alguns restaurantes e lojas mainstream (Abercrombie, Diesel, etc).

O que ver em Georgetown:

Thomas Jefferson Street: rua fofa que atravessa um canal. Pare no café Baked and Wired pra provar os docinhos.

Georgetown Waterfont Park: O parque tem um calçadão ladeado pelo sereno rio Potomac, gostoso para passear. Ele culmina no Washington Harbour, onde tem uma porção de restaurantes e uma pista de patinação de gelo no inverno.

Georgetown Cupcake: os bolinhos mais famosos da cidade.

O que fazer em Washington: e você, tem mais alguma dica? Deixe nos comentários 🙂

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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