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O que fazer em Bogotá: o melhor da cidade em um roteiro de 3 dias

Muita gente passa rapidinho por Bogotá por causa da conexão dos voos da Avianca, mas o ideal é ficar pelo menos dois dias inteiros. Veja aqui o que fazer em Bogotá.

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A capital colombiana é, hoje, o núcleo da bonança do país: a economia floresce, a qualidade de vida e a infraestrutura melhoram, a vida cultural está aquecida, hotéis não param de inaugurar e a gastronomia decola e ganha destaque mundial. A 2 600 metros de altitude, Bogotá não é imediatamente atraente; é preciso explorá-la a fundo pra entender seus encantos. Veja abaixo o que fazer em Bogotá.

cerro de monserrate e bogota beer company
Cerro de Monserrate e Bogotá Beer Company

O que fazer em Bogotá:

DIA 1

O Centro Histórico de Bogotá, chamado La Candelaria, tem casas coloniais conservadas, ruas estreitas (algumas exibindo grafites coloridos, nova moda local), vendedores de comida de rua e os melhores museus da cidade. Comece pela ampla Plaza de Bolívar, na qual assomam a bela Catedral Primada e o Palacio de Justicia e vendedores ambulantes que querem te convencer a tirar fotos com lhamas de roupinha. Dali, tome um café reforçado com quitutes típicos no La Puerta Falsa (Calle 11, 6-50, 2ª/sáb 8h/22h; dom 9h/18h), aberto em 1816. Sugiro o tamal (pamonha salgada servida com frango e peixe).

Dali dá pra alcançar o Centro Cultural Gabriel García Márquez, um prédio modernista com exposições temporárias e uma ótima livraria pra comprar obras do escritor na língua original.  Se não for o caso, siga direto ao Museo Botero, que expõe 123 obras do colombiano Fernando Botero, o pintor dos rechonchudos, incluindo sua versão volumosa da Mona Lisa. Maravilhoso e sucinto, ele não cansa a cabeça e ainda deixa energia pra visitar o próximo Museo del Oro. A Colômbia tem uma porção de “museus do ouro”, mas este é definitivamente o melhor: ele abriga 34 000 peças confeccionadas por povos pré-colombianos, com painéis explicativos sobre os processos de extração e manufatura e a importância do metal na cultura da época. São quatro andares de salas e galerias, com desde pequenos adereços até trajes inteiros feitos de ouro.

Seguindo em direção ao Cerro de Monserrate, o morro mais alto da cidade, fica a Quinta de Bolívar,uma casa-museu do século 17 pertenceu a Simón Bolívar, herói das guerras de independência da América Latina. Dentro, a decoração original foi refeita, com objetos e retratos de Bolívar. Do lado de fora há um gostoso jardim com cerejeiras e nogueiras.

Daí é só pegar funicular pra subir o Monserrate.  Lá em cima da, a mais de três mil metros de altura, desponta uma bela panorâmica da cidade andina, e há uma igreja, restaurante e bosques jardinados.

Transcorrendo uns 2 quilômetros pela Carrera 7 chega-se ao bairro de La Macarena, um pequeno enclave boêmio e cultural, com lojinhas de decoração, cafés com poltronas que vendem salgados orgânicos, restaurantes e bares mil. Passe na loja do Giraldo Taller Manual del Cuero, que tem artigos de couro artesanais, na Luvina Esquina Cultural, ara livros, e em outras lojinhas, e aí escolha um lugar pra comer. Se quiser só petiscos e uma cerveja de fim de tarde, fique no Bogotá Beer Company. Pra uma refeição mais completa, vá ao La Jugueteria, um restaurante doido coberto de meborabilia kitsch e brinquedos antigos, de Mickeys a bonecos do Star Wars.

Se curtir alta gastronomia, coma no Leo Cocina y Cava, da chef superstar Leonor Espinosa, que está pra Colômbia como Alex Atala está pro Brasil – ano passado ela apresentou uma espécie de MasterChef local, chamado La Prueba. Leonor encabeça o grupo de chefs mais inventivos do país, que, seguindo uma tendência da gastronomia mundial, viaja pelos rincões do país em busca de pequenos produtores e novos sabores, retomando e ao mesmo tempo transformando ingredientes tradicionais. Sua criação mais aclamada é atum selado com formigas (mas você pode pedir outra coisa se não for dado a insetos). O jantar ali sai por cerca de R$ 120 por pessoa. Continue lendo para saber o que fazer em Bogotá.

café juan valdez e feira de usaquen, bogotá
Café Juan Valdez e Feira de Usaquén

O que fazer em Bogotá:

DIA 2

É essencial estar lá em um domingo pra ver duas coisas:

1) As avenidas grandes que são fechadas e ficam só pra bicicletas e pedestres (tipo o que acontece com a orla da Zona Sul do Rio) – ah, sim, Bogotá tem uma malha de ciclovias gigantesca. Veja com a empresa Bogotá Bike Tours pra alugar bikes ou fazer tours guiados.

2) A feira de Usaquén, um antigo pueblo que foi engolido pela cidade. Uma feirinha maravilhosa com comidinhas e peças de artesanato (veja as almofadas e colchas com aplicações de tecidos coloridos) entre uma praça frondosa e ruelas estreitas ocupadas por vários restaurantes e lojas.

Em outros dias da semana, vá direto perambular pela Zona T/Rosa, região agitada que reúne as melhores lojas e shoppings da cidade (como o Centro Comercial Andino e o El Retiro Shopping Center), bares e restaurantes.  Não dá pra chamar a Colômbia de EUA no quesito compras, mas, em tempos de dólar alto, ela não fica tão longe. Bogotá tem todas as marcas gringas que a gente ama – algumas que até não têm loja no Brasil, como a Aeropostale, a Birkenstock e as primas da Zara, Bershka e Pull and Bear. Há também boas barganhas, como o iPhone 6 por 2 099 900 pesos (cerca de R$ 2 379) na loja Mac Center (mac-center.com). Se estiver à procura das famosas bolsas coloridas tecidas pela tribo Wayuu, dá pra comprar a partir de R$ 150 nas lojas de shoppings, como a Colombia es Bella, e a partir de R$ 60 nas feiras de rua, como as de Usaquén.

Nas Calle 83 e a Carrera 12 A, de acesso exclusivo à pedestres, os estabelecimentos montam mesas nas varandas e calçadas e o pessoal come e toma umas e outras entre a batida da música alta. O El Coq (Calle 84 # 14-02, qua/sáb 16h/3h), com sofás dispostos em volta de uma árvore sob um teto retrátil, é a pedida pra happy hour.

Igualmente movimentada e alto-astral é a área do Parque 93, alguns quarteirões ao norte, que concentra uma porção de hotéis, comércio de rua, turistas e muitos bogotanos engravatados. Ao redor, outros bons restaurantes de chefs da moda, como o Matiz, se misturam a redes locais, como o onipresente Juan Valdez Café, o Starbucks local, com várias versões do respeitadíssimo café colombiano (inclusive em embalagens pra viagem). Continue lendo para saber o que fazer em Bogotá.

hotel click clack e bicicletas no centro de bogotá
Hotel Click Clack e bicicletas no centro de Bogotá

O que fazer em Bogotá:

DIA 3

Um dos mais clássicos passeio bate e volta é a Catedral de Sal, em Zipaquirá, a 48 km de distância ou a uma hora de ônibus. Tem agências vendendo tours, mas ir de ônibus é infinitamente mais econômico. É só pegar o ônibus-metrô, chamado Transmilênio, e descer no Terminal Norte, que é a última estação. Passando pelas catracas na saída você já vê os ônibus coloridos pra Zipaquirá.

O lugar é originalmente uma mina de sal escavada no interior de uma montanha, prova de que ali já foi um oceano, há milhões de anos. Ao mesmo tempo que cavavam túneis pra extrair o sal, os mineradores talhavam salões que depois foram transformados em capelas e recantos de oração.

De noite, vá jantar no bairro de Chapinero. Duas opções:

Mini-Mal – Uma antiga residência abriga o restaurante: as mesas e uma lojinha de presentes estão dispostas pelos cômodos, com decoração bacaninha e cadeiras diferentes umas das outras. Da cozinha vêm versões criativas de pratos regionais, explorando ingredientes tipicamente colombianos.

El Ciervo y el Oso Com ótimo custo/benefício, tem clima descontraído e menu semi-vegetariano com influências diversas, de pratos regionais colombianos a asiáticos. Boa pedida é o cordeiro cozido em cerveja negra e o creme de milho com trufa.

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Onde ficar em Bogotá:

Arche Noah Guesthouse (diárias desde US$ 40 no quarto privativo e US$ 20 no coletivo): Em La Candelaria, o Centro Histórico, é um hotel/hostel calminho (sem festas) de uma família suiço-colombiana. A casa colonial teve o interior todo reformado, com quartos lindinhos bem clean e banheiros novos. Tem um pátio interno com mesas, cozinha, sauna (!), sala de TV e leitura e um pequeno terraço. O preço é imbatível. RESERVE AQUI!

Exe Bacata 95 (diárias a partir US$ 85): Apesar de ser um hotel executivo, tem a decoração super criativa, com murais, papéis de parede e estofados estampados. No terraço tem uma piscina com vista panorâmica pra cidade (ainda que dificilmente você vá entrar na água naquele friozinho de Bogotá). RESERVE AQUI!

Click Clack (diárias a partir de US$ 112): É o mais bacana da cidade: aberto no fim de 2013, o hotel tem decoração cool milimetricamente pensada, restaurante badalado, bar no terraço, apartamentos com iPad e exposições de fotografia. Fica no Parque 93. RESERVE AQUI!

W Bogotá (diárias a partir de US$ 280): segundo hotel da marca top da rede Starwood a abrir na América Latina (o primeiro foi em Santiago). O design do lugar todo é caprichado, mas o que impressiona mesmo é o serviço ultra mega atencioso. RESERVE AQUI!

A melhor época pra ir a Bogotá:


  1. JAN
    9°/19°

  2. FEV
    7°/18°

  3. MAR
    10°/19°

  4. ABR
    11°/18°

  5. MAI
    11°/18°

  6. JUN
    11°/17°

  7. JUL
    10°/17°

  8. AGO
    10°/17°

  9. SET
    9°/18°

  10. OUT
    8°/18°

  11. NOV
    7°/20°

  12. DEZ
    6°/18°

A amplitude térmica é mínima: faz friozinho o ano todo, com muito o que fazer em Bogotá. Os períodos mais chuvosos vão de abril a junho e setembro a novembro – se quiser garantir o tempo seco prefira ir entre dezembro e março.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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Há 4 comentários para “O que fazer em Bogotá: o melhor da cidade em um roteiro de 3 dias

  1. Roteiro perfeito! Ótimo post, Anna! Eu ainda indicaria fortemente a pousada Morada dos Canyons, que fica em Praia Grande – SC, mas é literalmente na divisa com o RS, à 12km do Canyon do Itaimbezinho. Tem opções com banheira com vista para os canyons, o que é uma experiência surreal. E o impecável Giardino di Pietra na entrada de Gramado, que é super charmoso e aconchegante.

  2. Comprei passagens pra Bogotá na promobug da Copa (R$ 470 reais ida + volta com taxas inclusas) e estou indo com meu marido em agosto. Como foi uma promoção relâmpago, comprei sem pesquisar direito o tempo ideal e acabamos decidindo por ficar 6 noites na Colômbia. Assim, mesmo após muito pesquisar, ainda estou em dúvida no roteiro…é o seguinte:
    chego em Bogotá no dia 11/08 à noite (20h) e volto no dia 17/08 de meio dia. Tenho, portanto, 5 dias inteiros…vc acha que é viável ir pra Medellín (ou outro destino) no dia 14 à tarde para voltar no dia 16 à noite (ficando, portanto, 2 dias e uma manhã em Bogotá e 2 dias e uma noite em Medellin)? Ou seria mais interessante ficar apenas em Bogotá, pra conhecer com mais calma as atrações da cidade? Meu receio é ficar tempo demais em Bogotá e não ter tanta coisa pra fazer…mas também tenho medo de ir pra Medellín e não compensar, pelos deslocamentos (hotel/aeroporto/hotel), tempo perdido em aeroporto e nos check-in/check-out em hoteis, além do gasto com táxis…
    Enfim, qual seria o roteiro que você sugeriria para mim, contando com 5 dias inteiros na Colômbia, sendo o voo de chegada e saída em Bogotá?
    Desde já agradeço!

    1. OI Marília tudo bem? Eu iria pra Bogotá e Cartagena. Vai ser meio corrido, mas são as duas cidades principais da Colômbia. O ruim é que você vai ter que comprar um voo pra Cartagena, mas mesmo assim vale a pena.

  3. Olá Betina, tudo bem?

    A distancia da Plaza de Bolívar, passando por Museo Botero e Museo Del Oro até chegar em Cerro de Monserrate é tranquilo pra ir a pé?

    Obrigado!

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