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Miniguia da Chapada dos Guimarães (MT): o que fazer, onde ficar e onde comer

Chapada dos Guimarães (MT):

Uma cidadezinha simpática, mirantes estarrecedores, um punhado de cachoeiras, cavernas de arenito e vegetação do cerrado. A chapada mais “fácil” do Brasil é bonita e ótima pra unir com alguns dias no Pantanal Norte e em Nobres.

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VEJA AQUI O QUE FAZER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT)

A Chapada dos Guimarães (MT) é menos roots do que as outras chapadas do Brasil por seu fácil acesso a partir de Cuiabá, mas também capricha nas belezas naturais, com paredões rochosos alaranjados, cachoeiras e cavernas de arenito. A proximidade com a capital mato-grossense já foi sinônimo de farofa e lixo nos fins de semana na área do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, que protege 33 000 hectares, até um acidente fatal com turistas em 2008, que causou seu fechamento por quase dois anos. Desde a reabertura, em 2010, todos atrativos passaram a exigir acompanhamento de guia, o que fez o movimento regredir mas fortaleceu a preservação.

A cidade-base pra conhecê-la, também chamada Chapada dos Guimarães, é pequena e pacata, não propriamente charmosa, mas com simpatia interiorana em sua pracinha com igreja e bares. No centro e nos arredores, uma nova leva de pousadas que veio com a Copa de 2014 revigorou as opções de hospedagem.

O mirante da cachoeira Véu da Noiva é o cartão-postal da região. Depois, os principais passeios são o Circuito das Cachoeiras, o Vale do Rio Claro, a Cidade de Pedras e o Trekking até o Morro São Jerônimo. Fora do parque, vale ver o percurso de grutas e cavernas Aroe Jari (também precisa de guia, mas você pode contratar no direto no local quando chegar). A diária dos guias costuma ser R$ 200 (o valor é divido pelo número de participantes, por isso a melhor coisa na Chapada é ir em grupo, idealmente de 4 pessoas, pra rachar as despesas com o guia e com o carro alugado). O passeio mais caro é o Vale do Rio Claro e a Cidade de Pedras, para onde é preciso ir de carro 4 x4 – os guias costumam cobrar R$ 150 por pessoa nesse caso. Nos outros, você vai com seu próprio carro.

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COMO CONTRATAR UM GUIA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT):

Como eu disse acima, todo os passeios pedem acompanhamento de guia, com exceção da cachoeira Véu da Noiva e dos mirantes. Aqui tem uma lista com os guias credenciados da região e as línguas que falam (caso você queira levar um amigo gringo). Eu fui com o Julio e achei ótimo. Não precisa marcar com muita antecedência, ligue na semana da viagem pra agendar com eles.

COMO CHEGAR NA CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT):

A Chapada dos Guimarães fica a 67 km de Cuiabá. Eu acho mais prático alugar um carro, porque os guias cobram caro pra ir com o carro deles fazer os passeios.

QUANDO IR E COMO É O CLIMA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT):

De abril a setembro, fora da época das chuvas. Na Chapada dos Guimarães sempre faz calor – a temperatura só cai um pouco de noite.

PASSEIOS NA CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT):

Cachoeira Véu da Noiva (mirante): é a foto mais bonita da Chapada: uma queda de 86 metros, caudalosa e certeira, que escorre por um paredão de granito e forma um enorme poço. Melhor ainda se passarem araras voando no horizonte. O mirante fica a 550 metros do estacionamento.

Circuito das Cachoeiras (dia inteiro): o gostoso nesse circuito é a caminhada, que sobe e desce entre arbustos retorcidos. As cachoeiras são na verdade cinco pequenas quedas d’água com poços para lavar a alma e areia pra tomar sol. A trilha culmina na Casa de Pedra, uma caverna onde a voz faz eco e a sombra acolhe para um lanchinho.

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Trekking até o Morro de São Jerônimo (dia inteiro): pra quem gosta de caminhada, a trilha de 16 km ( com pelo menos 30 minutos de subida bem íngrime) leva até um dos pontos mais altos do parque (800 metros), que deixa ver bem longe. A paisagem do percurso é relativamente monótona, salvo algumas formações de arenito curiosas no caminho. É preciso usar perneiras de couro nas canelas pra proteger de cobras.

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Cavernas Aroe Jari (dia inteiro): a maior abundância de cavernas da região essa está nesse circuito da Fazenda Água Fria, fora do parque. Aqui anda-se o dia todo por trechos de matas de galeria (que formam corredores ao longo dos rios e áreas úmidas), passando pela Aroe Jari, a maior gruta de arenito do Brasil, com 1 550 metros de extensão, uma lagoa azul cristalina (proibida para banho) e algumas quedas d’água (nestas sim dá para entrar), entre o silêncio perene e o céu azul intenso do cerrado. Há pouquíssima gente a vista, mesmo na alta temporada.

Vale do Rio Claro e Cidade das Pedras (dia inteiro): é preciso ir com guia e carro 4×4. O passeio envolve uma caminhada de 4 km pelo vale, passando pela formação rochosa Crista do Galo, que tem vista panorâmica pra Chapada, e dois poços pra nadar nas corredeiras e ver peixinhos. No mesmo dia os guias costumam oferecer pra levar também a Cidade das Pedras, um lugar com impressionantes formações moldadas pelo vento e pela chuva que lembram ruínas de uma cidade.

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Mirante do Centro Geodésico da América do Sul: O Centro Geodésico é um ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico, bem no meio da América do Sul. O lugar exato fica, na verdade, na Praça Pascoal Moreira Cabral, em Cuiabá, mas este mirante levou a fama. A indicação no Google Maps está errada – saia da cidade e siga as placas, o mirante fica a 8 km de lá, na Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), sentido Campo Verde. A entrada é gratuita e a vista da boca dos paredões é sensacional.

Mirante Alto do Céu (foto): Outro lugar cênico pra ver o dia findar, com uma panorâmica ainda mais abrangente da região. É preciso pagar R$ 10 e caminhar uns 15 minutos pra chegar até o mirante em si – com o cair da noite, dá pra ver as luzes de Cuiabá se acendendo ao fundo.

ONDE COMER NA CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT):

No centrinho da cidade da Chapada dos Guimarães tem uns botecos com música ao vivo, porções e cerveja de garrafa. O melhor restaurante ali é o Pomodori, que apesar de servir massas e carnes é conhecido mesmo pela empada. Pare pra um sorvete de frutas do cerrado na Delícias do Cerrado. Pra comer com vista para a Chapada, vá ao Morro dos Ventos, de comida pantaneira, ou ao Bistrô da Mata, que tem bufê de almoço por R$ 50 por pessoa.

POUSADAS NA CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT):

Bosque da Neblina (diárias desde R$ 550) – foto: Num bonito terreno verde a 3 km do centrinho, tem jeito de pousadinha charmosa de serra, do tipo que serve vinhos e queijos na varanda e faz fogueira ao ar livre de noite. Também tem piscina e café da manhã farto (RESERVE AQUI!).

Casa da Quineira (diárias desde R$ 490): Na antiga casa de veraneio da proprietária, tem quartos novíssimos com vista para a mata (alguns com hidro), atendimento atencioso, decoração caprichada.

Pousada do Parque (diárias desde R$ 450): É a única dentro do Parque Nacional, com uma cachoeira e uma torre de observação. A decoração é um charme. A melhor escolha na chapada (RESERVE AQUI!).

Pousada das Orquídeas (diárias desde R$ 240): Um casa lindinha no centro da cidade com quintal florido e quartos simples arrumadinhos. Bom custo/benefício (RESERVE AQUI!).

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Casa di Rose (diárias desde R$ 60 no quarto coletivo e R$ 150 no privativo): Um amor de hostel bem no centrinho da cidade. A Rose, a proprietária, serve o café da manhã na varanda, empresta bicicletas e expõe obras e bijus de artesãos locais. Tem sala de TV e estacionamento gratuito (RESERVE AQUI!).

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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