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Os melhores destinos (econômicos!) pra viajar em 2017

Eis aqui a lista de destinos pra viajar em 2017 preparada pelo Carpe Mundi. Levamos em conta tendências, novidades e refúgios inexplorados que merecem mais atenção, mas sempre predominando o fator preço. Tem alguns repetecos (que merecem ser repetidos) da lista do ano passado. Desde agosto de 2016, os gastos dos brasileiros no exterior voltaram a crescer, mas a crise ainda persiste. Porque não está fácil pra ninguém, aqui vão pedidas econômicas pra você programar suas férias deste ano no Brasil e no exterior.

Destinos pra viajar em 2017:

BRASIL

A gente sabe que viajar pelo Brasil é custoso. Pra deixar a viagem mais barata, 1) compre a passagem com milhas (e fique de olho nas promoções, quase todo fim de semana tem uma); 2) viaje em grupo (de 4 a 5 pessoas idealmente) – assim vocês podem rachar os custos do carro (próprio ou alugado), dividir passeios de bugue nas praias ou a diária do guia em destinos de ecoturismo e ainda eventualmente alugar um apê ou casa de temporada.

São Miguel do Gostoso (RN)

Além de ter o melhor nome do Brasil, a cada vez mais hype Gostoso une uma vilinha fofa (mais tranquila do que Jericoacoara, a título de comparação, mas com alguma vida noturna e restaurantes), gente do mundo todo que vai pra velejar e praticar kite e windsurfe, praias com vegetação preservada e localização estratégica pra conhecer outros destinos do litoral do Rio Grande do Norte (como as piscinas naturais de Perobas). Não precisa ir de carro (tem ônibus saindo de Natal, leva 2h15), e há pousadas com ótimo custo/benefício como a Lagoa Mar.

Quando ir: A época das chuvas na região vai de março a junho, evite. Réveillon e Carnaval bombam – se quiser ver a vilinha em sua forma normal, prefira outros períodos.

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Mato Grosso

O estado oferece um mergulho profundo e singular no Brasil bastante acessível, tanto pelos preços (menores do que os do vizinho Mato Grosso do Sul) como pelas distâncias, fáceis de cumprir dirigindo. O circuito pra conhecer as melhores atrações do estado é Pantanal Norte (2 a 3 dias), pra ver jacarés, onças e tuiuiús até cansar e admirar o nascer do sol mais lindo do país, Chapada dos Guimarães (2 a 3 dias), pra ver mirantes vertiginosos do alto dos chapadões, uma cidadezinha simpática e trilhas na vegetação do cerrado, e Nobres (1 dia), pra fazer flutuação no Aquário Natural. É só voar a Cuiabá e alugar um carro – os destinos ficam relativamente perto.

Quando ir: Na seca, entre maio e setembro.

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Parque Estadual do Ibitipoca (MG)

Um refúgio de ecoturismo (a 272 km do Rio de Janeiro, 324 km de Belo Horizonte e 497 km de São Paulo) com tudo o que tem direito: uma cidade roots onde o celular quase não pega (Conceição de Ibitipoca) cheia de iguarias mineiras e barzinhos animados, hospedagens gracinha (incluindo chalés pra alugar) e trilhas fáceis e bem sinalizadas que culminam em mirantes, grutas e cachoeiras (precisa de 3 dias pra fazer os circuitos principais, Janela do Céu, Circuito das Águas e Pico do Pião).

Quando ir: Entre abril e setembro, quando chove menos. Em julho e agosto dois festivais lotam a vila (Ibitipoca Jazz Festival e Ibitipoca Blues) – reserve com antecedência.

Itaúnas (ES)

Quem nunca cogitou pegar praia no Espírito Santo, repense: a 280 km de Vitória, quase na Bahia, Itaúnas é um destino pacato, alternativo e simples, forrado por dunas e ocupado por barzinhos que tocam forró e pousadas cujos donos são gente que veio de férias e não resistiu, ficou. Prainhas deliciosas como Riacho Doce e trilhas no Parque Estadual de Itaúnas completam o passeio. É daqueles lugares que fazem bem pra alma.

Quando ir: Dá pra ir o ano todo. O verão é quente e úmido, mas chove consideravelmente menos do que na costa do Rio e de São Paulo. Em julho o festival de forró enche a cidade.

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Ilha Grande (RJ)

Pra quem mora no Sudeste, não tem desculpa pra não ir: a ilha mais bacana de Angra recebe visitantes com um território de 193 km² livre de carros e farto em Mata Atlântica e praias de água esverdeada boas pra mergulho. A chamada Vila do Abraão tem hostels, pousadas e vida noturna (frequentada por uma pequena população de gringos). Campings deixam dormir em praias desertas, e uma porção de casas pra alugar acolhe bem grupos de amigos (veja noAirbnb ou no Alugue Temporada). Chega-se a partir de Angra ou Mangaratiba + 1h30 de barco) – dá pra ir de ônibus desde São Paulo.

Quando ir: Tem um dos verões mais chuvosos do Sudeste, melhor ir no outono e na primavera.

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Alter do Chão (PA)

Virou destino da moda pra passar o Réveillon por causa da festa Vai Tapajós. Apesar dos pacotes caros que eles vendem para o fim do ano, não precisa gastar muito pra visitar esse balneário a 38 km de Santarém (PA), com inúmeras ilhas e extensas faixas de areia branca banhadas pelas águas esverdeadas do Rio Tapajós. Além de curtir as praias, também pode-se fazer passeios de lancha pelo rio e combinar com incursões da floresta. A rota mais curta para quem sai do Sudeste ou do Sul é via Brasília, de onde a Latam voa direto a Santarém em 2h30. As hospedagens são simples.

Quando ir: As praias se formam entre agosto e janeiro.

Lençóis Maranhenses (MA)

Apesar da pouca chuva dos últimos anos estarem fazendo as lagoas durarem menos, melhoras na infra da região (terraplenagem e asfalto entre Barreirinhas e Santo Amaro e entre Barreirinhas e Paulo Neves) estão diminuindo o tempo de viagem entre os vilarejos que são base pra ver as lagoas – quando este último trecho estiver completo, será possível fazer a Rota das Emoções, que passa por Barra Grande (PI), Delta do Parnaíba e Jeri, com carro comum. Pra ter uma experiência mais intensa, contrate um guia pra fazer a travessia dos Lençóis a pé — entre Santo Amaro e Queimada dos Britos ou entre Santo Amaro e Atins. Indo em grupo e usando transportes locais pode ser um rolê barato.

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Quando ir: Pra garantir as lagoas cheias, de junho a setembro. Ligue noICMBio pra saber como estão as chuvas antes de reservar (98) 3349-1267.

EXTERIOR

Argentina

Desde 2 de janeiro, o país está isentando visitando estrangeiros de pagar o imposto IVA em hotéis (só pra quem pagar com cartão de crédito, débito ou pré-pago), ou seja, agora a conta da estadia fica 17% mais barata. Além disso, a grande oferta de voos pra Buenos Aires traz tarifas baratas (fique de olho nas promoções), e o fato de o real ter uma ótima cotação por lá faz com que você não tenha que comprar dólares pra levar. Tudo contribui pra explorar o país hermano, só num fim de semana em Buenos Aires (onde comer bem custa beeem menos do que em São Paulo e no Rio), ou ficando mais e indo ver geleiras na Patagônica, provar bons vinhos em Mendoza ou fotografar a paisagem árida de Salta e Jujuy.

Quando ir: No verão, a Patagônia tem clima ameno; no outono e na primavera, é ótimo passear ao ar livre em Buenos Aires; e, no inverno, faz dias lindos em Salta.

Bolívia

O destino mais barato da América do Sul requer intrepidez e um pouco de paciência pra perrengue, mas compensa com cultura e paisagens arrasadoras. A capital, La Paz, está entre os melhores destinos pra viajar em 2017 porque tem se reinventado com novas soluções urbanas (como o Mi Teleférico, que rodeia a cidade), cena de alta gastronomia (encabeçada pelo restaurante Gustu) e novos hotéis bacaninhas (como o Atix). Não perca também a charmosa Sucre, com suas casas coloniais, o Salar do Uyuni, onde o céu reflete no chão, e o Lago Titicaca, onde comunidades vivem como há tempos atrás.

Quando ir: Entre abril e outubro, quando o céu está claro e raramente chove (mas faz frio em muitos destinos).

Roteiro de duas ou três noites do Atacama ao Salar de Uyuni

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Marrocos

Casablanca, a maior cidade do Marrocos, cresce e floresce com novos hotéis e, daqui a poucos anos, o maior arranha-céu da África (com 114 andares), o Al Noor Tower – e temos voos diretos a partir de São Paulo com a companhia Royal Air Maroc a partir de US$ 600. Ali também ficam belas atrações arquitetônicas como a Hassan II Mosque, com o minarete mais alto do mundo – e uma das poucas mesquitas do país abertas a não-muçulmanos. Marrakesh também tem novidades, com um novo museu dedicado ao estilista Yves Saint Laurent que vai abrir nos Jardins Majorelle. Veja ainda Fez, cidade imperial de tons ocre e Meknès, que já foi conhecida como a Versalhes do Marrocos.

Quando ir: De março a maio é o período ideal, quando as temperaturas não estão tão altas quanto no verão (de julho a setembro) e faz tempo bom em quase todo país. De novembro a março prepare-se pra um frio considerável em Marrakech.

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Turismo no Marrocos: Essaouira é cheia de palmeiras e cenas bonitas pra clicar

Belize

O país está pipocando nas listas de destinos pra viajar em 2017 mundo afora. E deve estar na nossa também. Quando a Copa Airlines começou a voar da Cidade do Panamá pra lá em 2015, o país entrou no nosso radar de destinos; pra quem nunca ouvi falar, Belize fica embaixo do México e do lado da Guatemala e guarda mais de 300 km de costa caribenha e a maior concentração de ruínas maias do mundo – o maior sítio arqueológico do país é Caracol, com pirâmides altíssimas (na foto abaixo). Mais de 60% do país é coberto por florestas, que escondem locais pra fazer trilhas e rapel. Pra um Caribe roots, veja destinos como Placencia e Hopkins.

Quando ir: De novembro a abril, a época seca.

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Croácia

Hit da Europa nos últimos anos, oferece o combo sítios históricos + praias perfeitas por um preço consideravelmente menor do que a Grécia, por exemplo. Pra quem vai a uma primeira viagem no país, o roteiro base de 15 dias pode Zagreb (2 noites) – Parque Nacional de Plitvice (de passagem) – Zadar (1 noite) – Split (3 noites, com bate e volta para Trogir e arredores) – Ilha de Vis (3 noites) – Ilha de Hvar (3 noites) – Ilha de Brač (2 noites) – Dubrovnik (1 noite) – o blog da Adriana Setti fala das melhores praias do país nesse post. Pra quem quer festa, o verão lá bomba.

Quando ir: Entre maio e setembro, pra curtir o calor e a badalação nas praias.

Portugal

Lisboa e Porto estão em quase todas as listas gringas de “melhores destinos pra viajar em 2017” porque as duas cidades estão cada vez mais recheadas de pedidas moderninhas (museus, restaurantes, espaços que unem loja, café e galeria de arte, etc) e ainda conservam preços baixinhos. Monte roteiros focados no norte (indo ao Douro) ou no sul (indo até as praias do Algarve) e prove as paisagens, a receptividade e a comida imbatíveis do país. Pra algo fora do lugar-comum, veja o arquipélago dos Açores.

Quando ir: Pra curtir as praias, melhor entre maio e setembro. Pra vinho, em setembro e outubro você vê os parreirais carregadores. O inverno é ameno quando com parado a outros países mais ao norte.

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Sudeste Asiático

A região foi finalmente descoberta pelos brasileiros, que vão atrás das praias bonitas e do exotismo cativante da região. E, claro, dos preços baixíssimos: dá pra comer na rua com US$ 1 no bolso. Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Myanmar, Malásia, Indonésia e Filipinas podem ser combinados de formas múltiplas (Cingapura é careira mas também vale uma passada). Não perca o caos harmônico de Bangkok, o maior templo religioso do mundo em Siem Reap, o mar azul-fosforescente de Koh Lipe, os templos múltiplos de Bagan, a vibe especial de Bali, as montanhas cobertas por terraços de arroz no Vietnã.

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Quando ir: Novembro a março: melhor época pra ir à Tailândia, Laos, Camboja , Vietnã e Myanmar (é alta temporada, mas quase nenhum lugar fica insuportavelmente cheio e, apesar de os preços subirem, continuam baratos).Junho a setembro: melhor época pra ir a Bali, Malásia, Cingapura, podendo esticar até as ilhas da costa do Golfo da Tailândia (Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao).

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África do Sul com safáris econômicos

A Cidade do Cabo está bombando nas listas gringas por causa da abertura do Zeitz Museum of Contemporary African Art em setembro de 2017, que vai ser um Tate Modern africano. Se seu sonho é fazer um safári, é uma boa oportunidade pra procurar alternativas baratas aos lodges de luxo que a gente vê no Instagram (mas que têm preços proibitivos). O negócio é fuçar no site do South African National Parks, que é supercompleto e mostra acomodações nos parques (como o famoso Kruger National Park) desde US$ 20 em barraca e US$ 60 em cabanas. Safáris guiados custam desde US$ 20 por pessoa.

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Quando ir: Depende da parte do país; pra safáris no Kruger, a melhor época é entre maio e agosto.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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