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Mangue Seco: um pedacinho especial do litoral norte da Bahia

Mangue Seco, no município de Jandaíra, bem na divisa da Bahia com Sergipe, é um daqueles pedacinhos do litoral que não ainda não foram “gourmetizados”. É como eu imagino Jericoacoara há 30 anos atrás. Um lugarzinho onde a vida ainda passa lenta, o clima é cálido, não tem nada e tem tudo ao mesmo tempo. Pra desligar o celular e passar uns dias acalmando a mente.

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Como é Mangue Seco, na Bahia

Mangue Seco é quase um oásis, uma tripa de terra com 40 km de costa entre as margens do Rio Real e Piauí e o mar. Um minúsculo e sonolento vilarejo com casinhas coloridas e chão de areia, uma igrejinha, uns artesanatos, uns restaurantes, não mais que 200 habitantes – o Recanto da Dona Sula vende compotas e sorvetes com frutas da região. Atrás dele, dunas a perder de vista unidas a uma vegetação bonita e virgem que foram cenário da novela global Tieta, de 1989 (da qual eles falam e se orgulham como se tivesse sido ontem).

Da vila dá pra ir andando até a praia, que está a menos de quinze minutos de caminhada, pelo atalho que sai do final da beira-rio. Quem vem de bate-volta costuma embarcar nos passeios organizados pela cooperativa de bugueiros, que escalam as dunas e deixam ver vistas bonitas do alto. O mais popular é o chamado “passeio médio” (R$ 130 pra 4 pessoas), que tem parada pra esqui-bunda e vai até o Morro do Caju, a duna mais alta de Mangue Seco, habitada por grandes cajueiros.

Na praia, de ondas fortes e uma faixa de areia extensa e vazia, é possível caminhar até não ter absolutamente mais ninguém no seu campo de visão. Há um ponto onde há estrutura com barracas de palhoça, redes, banheiros e um restaurante (chamado singelamente de Restaurante de Frutos do Mar), que serve pratos com peixe, camarão e lagosta (a mistura de água doce e salgada propicia a formação de áreas de mangue e, consequentemente, a fartura de frutos do mar). Os bugueiros costumam deixar o pessoal ali e dar um tempo pra curtir a praia e a comida.

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O melhor mesmo é dormir duas noites pra curtir a calmaria com propriedade e poder conhecer a península a pé. Pode-se nadar nas águas calmas e mornas e levemente salobras do rio, limpas e transparentes em alguns pontos, varar as dunas, andar entre os coqueirais, deitar nas redes pra botar a leitura em dia, acostumar os ouvidos a um silêncio perene. De noite, a luminosidade quase zero garante um céu lotado de estrelas.

Também é possível fazer passeios de barco pela bela Praia do Saco e a Ilha da Sogra, que se formam ao sabor das marés. Ali, nos restaurantes pé na areia, entram no menu dos restaurantes charangueiros e lambretas (molusco típico de mangue). Pode ser que dê pra avistar peixes-boi, que habitam algumas partes do rio.

ONDE FICAR EM MANGUE SECO

Pousada Fantasia do Agreste: No povoado, tem estrutura de “villa” rústica, com tetos de sapê e móveis de vime. Abriga um bom restaurante. (diárias desde R$ 180, RESERVE AQUI!)

Pousada O Forte: Rústica e arrumadinha, fica a meio caminho entre a vila e a praia. Tem um terreno grande com redes espalhadas por todo canto onde os quartos ficam dispostos em chalezinhos coloridos. A piscina gostosa fica colada na areia e no rio. (diárias desde R$ 389, RESERVE AQUI!)

Mangue Seco Hostel: Tem quartos para até 4 pessoas, móveis novinhos, cozinha e lavanderia comuns, um bom quintal com redes e um terraço com vista pra água. Eles fornecem pranchas de stand up pra remar no rio calminho. (diárias desde R$ 135 quarto pra 2, R$ 230 quarto pra 4, RESERVE AQUI!)

COMO CHEGAR A MANGUE SECO

A partir do povoado de Pontal, em Sergipe (no Google Maps você acha como Pousada Givaldo Pontal), a 250 km de Salvador e 80 km de Aracaju. Você pode deixar o carro ali num estacionamento e pegar lanchas rápidas ou barcos locais que viajam pelo Rio Real até Mangue Seco. Quem estiver sem carro pode pegar tours bate-volta da CVC (na Bahia, a representante é a Grou) saindo de outras localidades da Linha Verde/Estrada do Coco (Praia do Forte, Imbassaí, etc).

QUANDO IR A MANGUE SECO

O tempo é quente o ano todo; no litoral norte da Bahia. chove bastante de abril a junho. Pra quem quer feriados com tranquilidade (inclusive Réveillon e Carnaval), aqui é o lugar certo.

*O Carpe Mundi foi à Bahia a convite do Grand Palladium Imbassaí e da CVC. O conteúdo do post reflete apenas a opinião da autora.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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