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Suba aos Alpes suíços na cênica região de Jungfrau, a base pra ir ao Top of Europe

Montanhas soberbas cobertas por bosques e picos nevados, lagos ora azulados ora esverdeados que surgem ao fim de trilhas panorâmicas, vaquinhas com sinos pendurados no pescoço que pastam equilibradas nos morros, cachoeiras que despencam de penhascos, vilinhas com casas de madeira e parapeitos floridos:

a região de Jungfrau é a epítome dos Alpes Suíços e a base pra conhecer o famoso Top of Europe.

Muita gente vai a Jungfrau em passeios bate-volta desde Interlaken (veja o post completo aqui) e outras cidades como Berna e Lucerna só pra conhecer o Top of Europe, o ponto mais alto da Europa onde se pode chegar de trem. Mas há uma porção de outros atrativos em Jungfrau. Aqui, nós usamos de base a cidade de Grindelwald, que conta com a maior parte da hotelaria da região, e indicamos os passeios mais tradicionais pra fazer de lá em mais ou menos 3 dias de viagem. Em tempo: a região atrai turistas mil no inverno pelo esqui, mas veja neste post como é passear por lá no verão e na primavera.

*Preços: € 1 = CHF 1,07

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VEJA COMO CHEGAR E COMO CIRCULAR NA REGIÃO DE JUNGFRAU, A BASE PRA IR AO TOP OF EUROPE

SOBRE O TRANSPORTE:

É comum começar a trip em Interlaken antes de seguir morro acima O trem de Zurique a Interlaken custa desde € 30 (com uma mudança de trem em Lucerna); em média 2h50 de viagem. De Interlaken a Grindelwald são 40 minutos de viagem e o trem custa desde € 14.

Na região das montanhas de Jungfrau não é permitido circular de carro em muitos locais; é o momento de usar e abusar do impecável sistema de transporte suíço, com ônibus, trens e teleféricos sempre milimetricamente pontuais que levam por toda região. Pra quem estiver em viagens de mais de 3 dias por aqui pode ser vantajoso comprar Swiss Travel Pass, dos tipos contínuos (3 , 4, 8 ou 15 dias consecutivos; bom pra quem já tem um roteiro pré-definido e sabe que vai se locomover por muitas cidades diferentes nesse período) ou flexível (3, 4, 8 ou 15 dias que podem ser usados dentro do período de um mês; bom pra quem está em viagens mais longas pelo país e quer liberdade pra mudar o roteiro no meio ou vai estacionar em uma cidade só por mais tempo). O passe contínuo de 4 dias sai por € 229 no preço cheio, € 194 pra jovens entre 15 e 25 anos e € 114,10 pra crianças entre 4 e 11 anos – comprando pelo site da Rail Europe você não paga IOF do cartão e imprime em casa. Ele te dá acesso a todo sistema de trens (incluindo rotas cênicas como Golden Pass, Swiss Chocolate Train, Glacier Express e Bernina Express), bondes, ônibus e passeios de barco, além de oferecer gratuidade em 480 museus. Em Jungfrau, também dá descontos nos ingressos dos teleféricos (que não são baratos). Se ficar em dúvida se o passe vale realmente a pena pra você, pesquise os preços dos deslocamentos individualmente no site da Swiss Railway.

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O QUE FAZER NA REGIÃO DE JUNGFRAU, A BASE PRA IR AO TOP OF EUROPE

Grindelwald

A 1000 metros de altitude, Grindelwald fica rodeada de montanhas fenomenais que assomam já na estação de trem. O minivilarejo turístico tem estrutura pra receber quem vai se aventurar pelos Alpes com hotéis, uma filial do supermercado Coop, restaurantes (muitos deles de fondue e batata rosti, claro), lojas que vendem casacos reforçados pra que não trouxe o suficiente na mala e canivetes, relógios, chocolates, vacas de madeira e todos esses itens que você espera encontrar na Suíça. A ideia é se hospedar aqui durante pelo menos 3 dias e aí sair em passeios diárias pra conhecer a região. Você não precisa comprar tours ou contratar um guia; aliás, pra fugir das excursões que invadem as cidades, é melhor fazer tudo por conta própria, há centenas de trilhas que percorrer e vilinhas pra conhecer. Use o site do sistema de transporte suíço pra calcular os itinerários e ver o horário em que partem os ônibus e trens.

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Sobre o clima: os meses quentes, entre maio e setembro, também são os mais chuvosos. Ou seja: não é improvável que logo depois de um lindo de sol você acorde numa garoa desgraçada com neblina cobrindo totalmente a vista (e automaticamente arruinando os passeios). O mês mais chuvoso de todos é julho, a ser evitado. De resto, só rezando pra São Pedro. A sorte é o que o clima muda rapidamente nas montanhas, pode ser que você acorde na maior bruma e uma hora depois todas as nuvens se dissipem.

Glacier Canyon

A apenas 2 km de Grindelwald, o lugar é uma ravina da geleira de Grindelwald; uma erosão profunda que criou dois paredões de pedra de quase 100 metros por entre os quais corre um rio. Entra-se pelo hotel Gletscherschlucht, que montou uma estrutura com pontes e passarelas entre as rochas – em um determinado trecho tem uma rede que permite que você caminhe sobre a água (veja no vídeo abaixo). Os bosques verdes ao redor colorem as fotos.

First Cliff Walk

É o passeio mais acessível e possivelmente o mais divertido. Para chegar ao topo do First Cliff, você toma um teleférico que sai da estação de Grindelwald. Depois de 25 minutos de viagem, ele te deixa numa plataforma a 2167 metros de altitude. Um restaurante (com raclete, quiches, rosti e sopas) acolhe ali com banheiros e lojinha de souvenir. E uma sensacional passarela de metal suspensa te deixa de cara com picos nevados, num panorama no mínimo vertiginoso. Dá vontade de tirar fotos por horas, mas para isso é preciso competir com as filas de orientais munidos de câmeras de dão de mil a zero na sua – a dica é pedir várias vezes seguidas pra quem vem atrás de você esperar um pouco pra te dar tempo de tirar seus cliques, e até se oferecer pra tirar foto da pessoa pra ela ir embora mais rápido.

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A trilha mais comum saindo de lá é a que vai até o Lago Bachalpsee. O caminho segue fácil e relativamente plano durante uma hora, e passa por campos gramados com fios d’água e florzinhas rasteiras, beirando penhascos que deixam ver montanhas de nomes impronunciáveis como Fiescherhörner e Schreckhorn. A trilha culmina no bonito lago, com água esverdeada e rochedos ao redor.

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Há muitos jeitos de voltar a Grindelwald; nós embarcamos no rolê tirolesa + mountain cart + trotti bike, divertidíssimo. O primeiro trecho da montanha você desce na First Flyer, num voo a 84 km/h e muito vento frio na cabeça, como que mergulhando Alpes adentro. Aí você se aboleta nos Mountain Carts, uma espécie de carrinho de rolimã que desce pelo declive do terreno enquanto você vai freando e direcionando o guidão (leia-se desviando das vacas que aparecem na estrada). O último trecho é o mais desafiador: tem que se equilibrar numa bike/patinete e ir seguindo morro abaixo, parando para fotos com as casinhas de madeira típicas com flores multicoloridas enfeitando-as.

Preço: CHF 58 o ticket de ida e volta no teleférico. Combo teleférico + tirolesa + mountain cart + trotti bike = CHF 91 por pessoa, CHF 79 pra quem tiver o Swiss Travel Pass.

Cachoeiras de Lauterbrunnen

No vale do vilarejo de Lauterbrunnen estão situadas nada menos que 72 cachoeiras. Caminhando poucos metros saindo da estação de trem você já avista Staubbach Falls, com quase 300 metros de altura; o vento espirra água por todo lado. A 3 km de lá ficam as Trummelbach Falls – quem vai caminhando curte uma trilha ladeada por um rio de água azulada e um paredão de rochas com outras pequenas cascatas, com as onipresentes casinhas de madeira esparsas pelo gramado. Na entrada da cachoeira um elevador te leva até o alto da montanha. Entre degraus e plataformas, você finalmente enxerga Trummelbach, as quedas d’água subterrâneas mais extensas da Europa, que correm violentamente por dentro da rocha trazendo a água do desgelo das geleiras de Jungfrau. Quem quiser estender pra ver mais cachoeiras pode ir andando dali até a vila de Stechelberg (mais 5 km).

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Mürren

No sopé da majestosa montanha Schilthorn (que já apareceu em algum dos filmes do James Bond), é a vila mais alta e continuamente habitada da região (com cerca de 400 pessoas), num planalto 1650 metros acima do vale de Lauterbrunnen. Tomando o teleférico de Stechelberg pra ir até lá você tem vistas inebriantes das montanhas. As lindas casinhas, que abrigam lojas e restaurantes, rendem um bom passeio.

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Panorama Trail Männlichen – Kleine Scheidegg

De Grindenwald, tome dez minutos de ônibus até Männlichen e aí suba de teleférico até 2 222 metros de altitude. Essa é uma trilha fácil que percorre a lateral da montanha em 1h30 por pastos alpinos e sempre de cara para a cadeira de montanhas formada por Eiger, Mönch e Jungfrau – vista sensacional pra pouco esforço físico. Ela termina na estação de trem de Kleine Scheidegg, onde você pode pegar o trem pra visitar Lauterbrunnen, voltar a Grindenwald ou ir ao Jungfraujoch. Preço: CHF 30 a ida no teleférico; não é necessário acompanhamento de guia.

Jungfraujoch, o Top of Europe

É aqui o chamado Top of Europe: o lugar mais alto do continente onde se pode chegar de trem, a 3 454 metros de altitude, num ponto entre as montanhas Mönch e Jungfrau. Essa linha de trem especial turística, sempre com os conhecidos vagões vermelhos, que completou 100 anos em 2016, sai da estação do vilarejo de Kleine Scheidegg – de Grindelwald são 25 minutos até lá. A viagem leva 50 minutos (pra percorrer um trecho muito íngreme de apenas 9 km!), a maior parte dentro de um túnel, com alguns momentos onde é possível avistar o mar de montanhas nevadas.

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Lá em cima, (o ar é bastante rarefeito, caminhe devagar) foi montada uma espécie de Disneylândia invernal (a neve ali é perene, então mesmo que você vá no verão vai ver uma paisagem branquinha). A visita propõe um circuito de atrações (que você vai seguindo com um mapinha). As mais legais são o Jungfrau Panorama, uma sala com um filme de 4 minutos sobre os Alpes passado numa tela 360 graus, o Sphinx Terrace, um mirante no qual você chega por um elevador que sobe 117 metros em 27 segundos e da onde se tem a melhor vista para geleira Aletsch, a maior da Europe, o Ice Palace, um museu com esculturas de gelo, e Berghaus, onde há restaurantes e lojas (como uma da Lindt). No Plateau, você pode pisar na neve e tirar fotos acima das nuvens. A saber: mesmo que seja verão, vá bem agasalhado e leve gorro e cachecol, a temperatura no topo é quase sempre negativa. E use botas apropriadas pra caminhas na neve. Preço: O ingresso de Kleine Scheidegg até o Top of Europe custa CHF 124 ida e volta. O Swiss Pass não inclui essa passagem, mas dá 25% de desconto.

VEJA O VÍDEO DA VIAGEM DO CARPE MUNDI AQUI:

ONDE COMER / ONDE FICAR EM GRINDELWALD

Grindelwald é a principal base de montanha pra quem vai visitar a região de Jungfrau. Veja as melhores sugestões de restaurantes e hotéis no vilarejo.

RESTAURANTES EM GRINDELWALD

Barry’s

O salão é todo de madeira, ambientado com luz baixa, como outros estabelecimentos românticos da região. O menu tem especialidades suíças (dá-lhe rosti e fondue) e de entrada o bufê de saladas vai bem.

Belvedere

Vá de dia ou no fim da tarde pra conseguir aproveitar a vista fantástica pra montanha Eiger que desponta das janelas. Fica dentro do hotel homônimo e tem cardápio francês com boas opções pra vegetarianos.

Café 3692

Um lugarzinho aconchecante pra um café com pedaço de torta no fim do dia ou no café da manhã. Se o clima permitir, sente na varanda, virada para as cênicas montanhas da região de Jungfrau.

HOTÉIS EM GRINDELWALD

Parkhotel Schoenegg (diárias desde € 180, RESERVE AQUI!)

Bem no centrinho da cidade, permite ir facilmente a pé para a estação de trem/ônibus. Quartos são confortáveis, sem grandes charmes, com chuveiros com banheiras e roupões e pantufas no armário. A piscina aquecida com jacuzzi com vista para as montanhas acolhem bem no fim da tarde. O café da manhã é farto – um garçom português superatencioso fazia vitaminas com frutas pra gente batidas na hora.

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Hotel Alpenblick

Com bom custo/benefício, é o mais perto que Grindelwald tem de um hostel, com opção de quartos compartilhados. Tem um bar com sinuca e vistas para os bosques da região. (diárias desde € 35 no compartilhado, RESERVE AQUI!)

Hotel Gletschergarten

Numa construção de madeira tradicional da região, com sacadas lotadas de flores coloridas, tem decoração charmosinha de madeira, banheiros novos e camas confortáveis. (diárias desde € 200, RESERVE AQUI!)

Sunstar Alpine Hotel & SPA

Tem vibe especial de resort de esqui, mesmo durante o verão, quando a neve ainda não chegou, com boa academia, restaurante, piscina aquecida com ótimas jacuzzis e 217 quartos confortáveis. (diárias desde € 227, RESERVE AQUI!)

*O Carpe Mundi viajou à Suíça a convite do Switzerland Tourism. O conteúdo deste post é independente e reflete apenas a opinião da autora.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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