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Vai viajar sozinho? As melhores dicas pra conhecer gente

Ninguém precisa ficar sozinho quando está viajando sozinho. Depois de muitas vezes na estrada em minha própria companhia, elaborei este guia pra conhecer gente viajando.

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Siga essas dicas pra conhecer muita gente bacana – e quem sabe fazer até verdadeiros amigos:

FIQUE NUM HOSTEL

É o modo mais eficaz e simples de conhecer gente viajando. Se você não gosta de ficar em quarto coletivo, tudo bem: a maioria dos hostels também tem quartos privativos. Só faça questão de um lugar com uma boa “social atmosphere” (isso você descobre lendo algumas resenhas do Hostelworld), melhor com bar, onde todo mundo fica amigo entre uma e outra cerveja – ou pelo menos um salão comum em que o pessoal se aglomere. “Party hostels” (hostels festeiros que promovem festas e noites de bebedeiras) podem ser divertidos e são os melhores pra conhecer gente – mas espere também por música bem alta e muitos gringos pós-adolescentes. Pra puxar conversa, uma dica é procurar por outras pessoas que também aparentam estar sozinhas e perguntar se elas já almoçaram ou jantaram (isso se você não for do tipo mais cara de pau que já sai sentando com um grupo e batendo papo). Pra mim, pelo menos, o difícil é esse primeiro contato, daí pra frente a coisa já rola com naturalidade.

FAÇA UM TOUR

Quase toda cidade de médio e grande porte tem os “free walking tours”, passeios a pé guiados e gratuitos que funcionam à base de gorjetas e muito frequentados pela população dos hostels – eles normalmente têm um ponto de encontro ou começam no próprio local. Espero encontrar um apanhado de gente de diversos países e idades – durante o passeio, é só escolher alguém pra puxar papo. Fica fácil, já que há o contexto de poder comentar sobre algo que vocês estejam vendo.

SENTE NO BALCÃO DE UM BAR

Sair à noite é dos maiores desafios pra quem está viajando sozinho. Se você não conseguiu conhecer ninguém durante o dia, compre uma cerveja e se junte em algum local de agito noturno ou vá direto a um bar e sente no balcão – ali é fácil conversar com o barman e com quem mais sentar perto – e a rotatividade de gente sentada é intensa. Pode parecer difícil, ainda mais se você for mulher, aliás eu demorei pra ter essa atitude. Até uma noite em Koh Tao, na Tailândia, quando eu não tinha companhia, mas queria aproveitar a noite. Comprei uma cerveja e sentei num burburinho na região dos bares. Acabei a noite dançando com duas austríacas e um grupo de canadenses que puxaram conversa comigo.

FAÇA UM CURSO OU TRABALHO VOLUNTÁRIO

Cursos de línguas são ótimos pra conhecer gente viajando. Mas não precisa ser só isso: dá pra fazer fotografia, business, artes ou qualquer coisa que você tenha interesse. Vale também aparecer pra uma aula de dança (como a de tango no La Catedral, em Buenos Aires), ou uma de gastronomia (como no Castello Banfi Il Borgo, na Toscana, ou na Thai Farm Cooking School, na Tailândia). Pra trabalhar (e ainda descolar hospedagem de graça), sites como o Worldpackers e o Workaway disponibilizam infinitas listagens de hostels, hotéis, centros voluntários, escolas e casas privadas que querem uma ajudinha – veja mais sobre eles nesse post sobre como fazer intercâmbio de graça. Como o Worldpackers é de um brasileiro, tem muita gente daqui viajando através dele – eu trabalhei ensinando inglês pra crianças tailandesas em Bangkok.

SE CADASTRE NO COUCHSURFING

O Couchsurfing é uma rede com mais de 1 milhão de membros que surgiu pra ligar pessoas procurando um local de graça pra dormir. Hoje ele também serve pra conectar viajantes que querem companhia: digite o destino que você vai e veja quem está disponível pra “hang outs”. Em alguns destinos existem até eventos semanais de couchsurfers, mostrados nessa mesma aba. As pessoas deixam perfis bem elaborados e você encontra facilmente alguém com interesses em comum. E só o fato de fazer parte da rede já mostra que a pessoa é aberta a esse tipo de experiência.

SE CADASTRE NO TRAVBUDDY

Travbuddy é voltado unicamente pra conectar viajantes, de trânsito ou ainda na fase do planejamento. O layout no site é meio tosco, mas o alcance é bom: são mais 500 000 pessoas cadastradas. O cadastro custa US$ 10 (só precisa pagar uma vez, nunca expira). Você pode selecionar o destino que está indo pra ver se alguém também vai estar por lá ou deixar uma mensagem “quero viajar pela Patagônia entre X e Y, alguém a fim?” (tudo em inglês, claro).

COMA NA CASA DE LOCAIS COM ESSES SITES

Nesse sites você participa de jantares e experiências gastronômicas com locais superautênticas – e por vezes superbaratas. É uma chance de conhecer moradores do destino e outros viajantes. No CookApp, os locais determinam o valor e divulgam o menu previamente no site, além do número máximo de comensais. Há desde refeições elaboradas até noitadas à base de petiscos. As cidades em que o serviço é mais forte são Buenos Aires e Nova York. Mais global, o EatWith funciona no mesmo esquema, mas tem mais cidades cadastradas, especialmente na Europa. O MealSharing, menos profissional, propõe que as refeições sejam colaborativas. O preço a pagar é simbólico (coisa de US$ 5 a US$ 10), mas os menus são bem mais simples. Para quem vai pra Ásia, o melhor é o Traveling Spoon.

CALIBRE O INGLÊS

Parece óbvio, mas falar inglês bem é essencial pra conhecer gente viajando. É a língua que possibilita que um israelense, um peruano e um grego possam estar numa mesma mesa conversando, que guia todas as conversas nos hostels e que vai te possibilitar usar todas as ferramentas citadas acima 🙂

E você, como faz pra conhecer gente viajando? Conta aqui!

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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