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Conheça Berna, a linda capital da Suíça, em passeios, hotéis e restaurantes

Como um perfeito reflexo do
resto da Suíça, Berna, a capital do país, é pequena, ordeira, pacata e incrivelmente bonita.

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Berna foi fundada no fim do século 12 – diz-se que o urso que está no seu brasão foi morto durante a construção da cidade. A maioria dos edifícios do centro, feitos em arenito, são dos séculos 16 e 17 – são casas e lojas dispostas entre arcadas em três boulevares paralelos por onde correm bondes modernos permanentemente pontuais.

A Suíça mescla a natureza e o urbano com graça e precisão, e aqui não é diferente. Ao redor do centro arborizado corre o cênico Rio Aar, com águas esverdeadas provindas dos glaciares – pontes altíssimas o ligam com as partes mais novas da cidade. No verão, o pessoal caminha pelas pedras das margens e até cai na água, transparente de um jeito que desacredita quem tem na cabeça o Rio Tietê de São Paulo.

Em dois dias você curte Berna por inteira: caminha pelas ruas de paralelepípedo fuçando as lojinhas (de queijo, chocolate, relógios e canivetes, claro) e as construções históricas, descobre o trabalho de algumas figuras que passaram ali (Albert Einstein e Paul Klee), visita um punhado de bons restaurantes, fotografa até cansar as vistas para o rio e os parques impecáveis. E inveja levemente como vivem bem os cerca de 130 000 mil habitantes.

*Preços: € 1 = CHF 1,07

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O que fazer em Berna: tudo está no centrinho (nos tais três boulevares) ou a uma curta caminhada pra fora dele.

Zytglogge

A torre do relógio é uma espécie de coração do centrinho (e guarda uma estação-referência do bonde). Ela já foi parte de uma muralha de defesa da cidade e foi reconstruída depois do incêndio de 1405 pra abrigar um sino de 1,4 toneladas e um relógio astronômico mecânico. Como acontece em Praga, nas horas cheias o pessoal se junta em frente à torre pra ver galos, bobos da corte e os ursos dançantes com o mexer das engrenagens.

Catedral de Berna e Münsterplattform

Numa praça ampla que recebe um mercado colorido de flores, frutas e comidinhas às terças e sábados, a monumental Catedral começou a ser construída em 1421 num estilo gótico tardio. Quem encarar a escadaria de 344 degraus pode subir na torre pra ver a vista (o ticket está incluído no cartão de transporte que você recebe no hotel). Logo ao lado está a Münsterplattform, uma praça jardinada onde crianças brincam na grana, um hippie toca violão (fiquei com a impressão de que ele é o único hippie de Berna) e o pessoal toma cerveja em mesas ao ar livre no verão. Caminhe por todo perímetro do muro que a circunda pra admirar a vista para o rio – repare no bonito conjunto de jardins dos sortudos que moram nas casinhas ali do lado.

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Museu de História de Berna (Museu do Einstein)

Sediado num palácio imponente do fim do século 19, o Museu do Einstein nasceu de uma exposição temporária feita em 2005 – foi em Berna que o cientista alemão elaborou a Teoria da Relatividade. Eu gostaria que o museu fosse mais interativo e tecnológico, mas mesmo assim vale uma visita pra aprender detalhes curiosos da vida de Einstein, como quando ele foi espionado durante a Guerra Fria e as cartas que trocou com Freud. Na saída você pode comprar seu próprio bonequinho do Einstein em várias versões. Terça a domingo das 10h às 17h, ingressos a CHF 18

Bärengraben

Não gostamos do fato de quem há ursos presos aqui, mas este espaço de 6 mil m² é maravilhoso. Você pode descer por uns degraus (ou de elevador) até a beirinha do Rio Aar, caminhar pelas pedras e tirar fotos com a ponte Nydeggbrücke. No calor dá pra tomar uma cerveja no restaurante Altes Tramdepot.

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Paul Klee Zentrum

O suíço foi um dos grandes artistas do século 20, com um estilo informal, infantil e colorido que teve influências como a dimensionalidade do cubismo, as formas surrealiastas de Miró e a abstração de Kandinsky. Ele pintava ouvindo música (seus pais eram músicos) e acreditava que a arte não existe para “reproduzir o visível; o que ela faz é, antes, tornar a vida visível”. Você aprende tudo isso nesse museu modernoso desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Piano que abriga 4 mil trabalhos de Paul Klee (40% de sua obra). Terça a domingo das 10h às 17h, ingressos a CHF 20

Gurten

A 7 km do centro, é principal montanha de Berna, com 860 metros de altitude. Ali fica um parque com trilhas, parquinho e um tobogã para as crianças, dois restaurantes e mais uma chance de ver essa cidade do alto. Em julho, o lugar bomba com o festival Gurtenfestival. Você chega de funicular da estação Wabern (30 minutos de Zytglogge).

Rosengarten

Um parque de 1913 forrado com um espelho d’água com ninfeias e íris, rosas e azáleas entre gramados impecáveis onde suíços ávidos por calor estendem a canga nos dias de verão. Na extremidade do parque uma mureta deixa ver um panorama incrível com o centro antigo e, sempre ele, o Rio Aar. O passeio fica melhor ainda com um almoço nas mesas externas do restaurante Rosengarten (veja mais abaixo). Foi um dos nossos passeios preferidos em Berna.

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Lojinhas

Sim, o centro tem as lojas de sempre tipo H&M e Desigual. Um tico mais caras do que o habitual porque estamos na Suíça e um tico mais charmosas porque estamos em Berna. Mas o negócio é explorar as arcadas (repare também nas lojas abaixo do nível da rua, em antigos porões de armazenamento) pra encontrar lojinhas locais interessantes como a Chäsbueb, que vende uma grande variedade de queijos suíços e outras iguarias. Pra chocolates maravilhosos, veja a Confiserie Tschirren AG e a Läderach (ou então entre no supermercado Coop e faça um carregamento de sabores de Lindt pra trazer de volta). Veja a Iljos Cucina pra casa e cozinha, a Yamatuti pra presentinhos, brinquedos e objetos de decoração (tem de tudo lá, eu e Anna piramos numas meias MUITO fofinhas), e a Heimatwerk Bern pra souvernirs caros porém autênticos, produzidos por artesãos suíços.

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Bern Ticket – Reservando qualquer hotel (e até alguns apartamentos do Airbnb) você recebe um ticket gratuito de transporte público válido durante o período total da sua estadia. Ele inclui transporte em todos os ônibus e bondes da cidade, o funicular até a montanha Gurten e o elevador que sobe até a torre da Catedral de Berna.

Onde comer em Berna

Adriano’s

No melhor café da cidade, quase sempre cheio, baristas descolados servem expresso de grãos recém-moídos. Tem alguns sanduíches pra matar a fome.

Aas Bar

Essa rede de padarias tem um conceito bacana de ingredientes de produtores locais, produtos a preços honestos e política antidesperdício. Tem croissant por CHF 0,50, sanduíches a partir de CHF 2,50, sucos por CHF 3.

Restaurant Rosengarten (foto)

É o point certo pra um almoço numa das localizações mais especiais da cidade: o parque Rosengarten. Morremos de amores pelas fotos que tiramos sentadas numa mesa externa, com vista maravilhosa. Há pratos como salada com queijo de cabra, pera e nozes e espaguete com vôngoli – o menu executivo tem entrada e prato principal por CHF 20.

Kornhauskeller

A ambientação é sensacional: num antigo galpão de armazenamento do século 18, o restaurante está instalado sob abóbadas de arenito com lindos afrescos no teto e nas paredes. Há uma área com sofás e mais clima de ~lounge~, com gente tomando drinks, e outra com mesas cobertas com toalhas brancas pra quem vai provar o menu mediterrâneo (pratos principais entre CHF 24 e 55).

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Casa Novo

É o lugar pra um jantar claussudo num salão elegante com atendimento simpaticíssimo (nosso garçom era suíço-brasileiro). O menu é todo espanhol (de aperitivo te oferecem cava, o champanhe do país) – eu fui de ceviche com verjus (suco de uvas verdes não amadurecidas) e peito de faisão com chutney de cranberry, maçã e nozes carameladas. Pra comer devagar, curtindo as surpresinhas que o chef manda no começo e no fim da refeição, e aceitar as sugestões do sommelier para o vinho da vez. Menu de 3 pratos por CHF 82,50.

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Onde ficar em Berna – hotel em Berna

Hotel Alpenblick (diárias desde CHF 200, RESERVE AQUI!)

Numa área residencial a 10 minutos de bonde do centro e a 850 metros do Rosengarten, cultiva um clima moderninho. A recepção tem uma enorme foto preto e branco cobrindo a parede, uma bicicleta enfeitando o batente da porta e várias lâmpadas pendendo do teto. Os quartos são simples (e os mais baratos, pequenos), com alguns móveis de design, camas confortáveis e chuveiros potentes, tudo bem novo e limpo. No restaurante, as mesmas fotos preto e branco dão o tom do ambiente; a área ao ar livre, com mesas com ombrelones e barris enfeitados com vasinhos de plantas, é deliciosa em dias ensolarados.

Bern Backpackers Hotel&Hostel Glocke (diárias desde CHF 37 no coletivo e 75 no privativo, RESERVE AQUI!)

Hostels são bem caros aqui, como em cidades como Londres e Paris. Este tem decoração simplona, mas arrumadinha, com estrutura satisfatória: boas camas com edredom, banheiros novos e cozinha limpinha. A localização no centro é, sem dúvidas, excelente

Hotel-Pension Marthahaus (diárias desde CHF 135, RESERVE AQUI!)

Um B&B simpático disposto numa casa branca e florida. Quartos são básicos, mas confortáveis, e o café é generoso.

Dica esperta: como a hotelaria é bastante cara vale a pena alugar um apartamento ou quarto no Airbnb.

Hotel Schweizerhof (diárias desde CHF 350, RESERVE AQUI!)
Pra quem gosta de hotéis clássicos e glamurosos, este já recebeu gente como Liz Taylor. Seus 99 quartos elegantes têm máquinas de Nespresso e lustres de cristal, e a infra conta com spa e uma brasserie francesa.

berna *O Carpe Mundi viajou à Suíça a convite do Switzerland Tourism. O conteúdo deste post é independente e reflete apenas a opinião da autora.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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