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Como é voar com a Ethiopian Airlines, a cia aérea mais barata para ir à Ásia

Companhia aérea com as tarifas mais em conta ligando o Brasil à Ásia (dá pra achar voos até Bangkok por menos de R$ 3 mil),

a Ethiopian Airlines tem agora um voo direto, sem escalas, entre São Paulo e Adis Abeba, na Etiópia – antes, a rota fazia uma parada em Lomé. Ao total são mais de 100 destinos de conexões.

A Ethiopian também é interessante como opção de voo para a África e a Europa, novamente pelo fator preço, mas também pela qualidade das aeronaves: as viagens são com os modernos Boeings 787-8 Dreamliner, que nem algumas das cias aéreas europeias mais conhecidas usam – a Air France só vai começar a usar as aeronaves no trajeto SP-Paris em 2018. Neles, inovações como as janelinhas sem venezianas que funcionam com controle de luminosidade estão disponíveis. Outra boa nova é que a rota passa a acontecer cinco vezes por semana.

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VEJA AQUI COMO É VOAR COM A ETHIOPIAN AIRLINES, SEGUNDO A EXPERIÊNCIA DO CARPE MUNDI

INFRA DO AVIÃO

Indo do Brasil à Etiópia com os ótimos Boeings 787-8 Dreamliner, a Ethiopian opera todos os voos com aviões novinhos e com características semelhantes e por vezes até superiores às de muitas das empresas aéreas mais conhecidas, como as tais janelinhas com controle de luminosidade. O mesmo vale para os bagageiros, as telas individuais de TV e os controles embutidos nas divisórias pra apoiar o braço. As poltronas, apesar de serem de tecido (algo que me incomoda um pouco), são confortáveis, com reclinagem padrão na econômica e quase na horizontal na executiva, onde eu voei. Há também um bom espaço de nichos pra guardar os pertences. Os banheiros são como o esperado no interior e com portas modernas que abrem meio que na diagonal, pra dentro e pra fora ao mesmo tempo.

A EXPERIÊNCIA DO CARPE MUNDI NA CLOUD NINE, A EXECUTIVA DA ETHIOPIAN AIRLINES:

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COMIDA

O voo São Paulo – Adis Abeba dura quase 12 horas, com três refeições servidas a bordo: jantar, café da manhã e almoço. Na classe econômica é servido o combo de sempre, que parecia bom: pão com saladinha de pepino seguido por um prato principal de carne, frango ou peixe com legumes. Na executiva, onde eu voei, os pratos são mais incrementados, puxando pra culinária brasileira, como a moqueca de frutos do mar e a costela assada com couve mineira, o que eu achei bem interessante (na foto: opcão vegetariana). E há vinhos da Etiópia disponíveis. Já no trecho de volta, há pratos tradicionais e típicos do país, como o doro wot, frango apimentado, e o teff, uma espécie de massa de panqueca. E durante todo o voo dá pra pedir café etíope (a Etiópia produz um dos melhores cafés do mundo).

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ENTRETENIMENTO

O serviço de entretenimento é abrangente, com 88 opções de filmes como Logan e A Bela e a Fera, recentes, que também podem ser acessados pelo seu celular ou tablet conectando no Wi-Fi da aeronave (mas não dá pra se conectar à Internet a bordo, só acessar a central de entretenimento). Contudo, não há legendas em português. Há entradas de USB ao lado da tela pra carregar o celular. A revisita da Ethiopian é a Selamta, toda em inglês.

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SERVIÇOS E AMENITIES

Em ambas as classes são entregues kits com meias, tapa-olhos, escova de dentes, pasta e creme labial. A diferença é que a nécessaire da econômica é de plástico e a da executiva, de tecido. Os comissários e comissárias foram simpáticos comigo durante todo o voo e adorei o fato da chefe de cabine usar uma vestimenta típica do país, um vestido branco com detalhes de flores e um lenço. Ponto positivo também por terem dado feliz aniversário a uma passageira a bordo no fim de um dos anúncios de voo, atitude bem atenciosa que eu nunca tinha presenciado. Uma outra medida legal é que não há restrição de bagagem por classe: todos os passageiros podem voar com duas malas de até 32 kg.

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AEROPORTO DE ADIS ABEBA

O tempo de conexão em Adis Abeba é um dos pontos fracos da Ethiopian: o aeroporto em si é simplório, sem muita infraestrutura. Mas isso deve mudar logo, já que um novo terminal está sendo construído ao lado do primeiro, o que vai incrementar bastante a experiência de voo. Há wi-fi de graça, mas é lento.

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*Fique atento aos horários entre os seus voos, algumas conexões têm madrugadas inteiras de conexão em Adis Abeba. Mas saiba que a Ethiopian oferece hospedagem gratuita, transporte e um vale-refeição nas conexões internacionais acima de 8 horas. O único infortúnio é ter que pagar a taxa de US$ 50 do visto pra poder sair do aeroporto, mesmo que por poucas horas. Ele pode ser feito online ou no desembarque.

*SALA VIP ETHIOPIAN AIRLINES: Quem voa na executiva tem acesso à área vip do aeroporto, com comidinhas típicas etíopes à vontade, poltronas com mesinhas ao lado, tomadas e entradas USB. Não é das salas vips mais luxuosas, mas é uma das mais autênticas em que eu já entrei. Te traz perfeitamente o clima do país. Os banheiros, contudo, poderiam ser melhores, e não há chuveiros pra quem chega com a expectativa de tomar um banho rápido entre voos.

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*A Ethiopian Airlines foi eleita em 2017 a melhor cia aérea da África pelo Skytrax, o principal ranking global das empresas de aviação.

*Como é voar com a Ethiopian Airlines: o Carpe Mundi viajou à Etiópia à convite da companhia aérea. Este post reflete a opinião independente e pessoal da autora.

A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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