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Como é ficar no resort Grand Palladium Imbassaí, na Bahia

O Grand Palladium Imbassaí fica na chamada Estrada do Coco, a 70 km de Salvador. Veja como foi a nossa experiência no resort.

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Como é ficar no resort Grand Palladium Imbassaí:

Cheguei no bafo de outubro (o ano inteiro é quente, chuvas na região se concentram entre abril e junho) e dei com aquela cena usual de check-in de resort, que me lembra quando minha mãe me deixava em acampamentos de férias quando criança. Vans e ônibus deixando e retirando gente, fileiras de malas esperando um destino. O lobby arejado e bonito, com móveis de madeira de demolição, abriga lojas, um teatro e uns bares (dos quais vou falar mais adiante). O Grand Palladium é uma rede espanhola que tem resorts all-inclusive na Europa e no Caribe.

Pulseirinha do poder (all-inclusive) colocada, o caminho para os quartos se dá sob bonitos pergolados encimados por trepadeiras e flores, que rodeiam as piscinas e as outras dependências do hotel. O Grand Palladium Imbassaí vem tentando se inserir num conceito de luxo, colocando extras como serviço de garçom na piscina room service incluído no all-inclusive. O que é bacana; pedir comida no quarto sempre te faz sentir ainda mais em férias.

Mas pra fazer jus a essa intenção era preciso dar um up na qualidade do sinal do wi-fi decoração dos quartos, que é bastante básica. Mas eles são espaçosos, têm camas confortáveis e uma banheira da qual é possível enxergar a TV (ah, férias), e contam com roupão e pantufas nos armários. Quem fica na Villa Premium ou na Villa Adults Only do Grand Palladium Imbassaí tem algumas regalias tipo poder usar as piscinas da área do spa sem pagar extra, concierge na villa, menu de travesseiros e um bar exclusivo na praia.

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Falando em spa, taí um lugar que me conquistou. Chamado Zentropia, ele tem uma piscina grande (e quase sempre vazia) com todo tipo de esguichos e cascatas, além de banheiras de hidromassagem quentinhas, saunas, espreguiçadeiras e ~day beds~ e uma academia (que eu não frequentei porque não sou dessas que faz exercício nas férias, mas tinha uma galera mandando ver). A diária pra quem não está nas tais villas especiais é R$ 25, valor razoável pela maravilha que é aquele lugar.

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4 restaurantes ficam próximos um dos outros no andar debaixo do lobby. A qualidade dos pratos do bufezão principal variava um pouco. Comi uma paella deliciosa, já a maior parte das sobremesas, apesar de muito vistosas, parecida saída de uma caixinha. Penso que deviam diminuir um pouco a variedade (ainda que seja bem legal que tenham uma área sem glúten e outra pra vegetarianos) pra aumentar a qualidade. No geral, os peixes e frutos do mar estavam sempre gostosos.

Entre os restaurantes à la carte, que precisam ser reservados, o melhor é de longe o japonês Sumptuori, com suhis fresquinhos e criativos e uma ambientação bacana. A churrascaria precisa passar menos as carnes. O mediterrâneo Portofino tem a decoração mais aprazível e um bufê de saladas e acepipes inicial bem variado.

Ao redor do lobby há bares e até uma balada, mas o público majoritarimente familiar não frequenta tanto noitadas, muitas vezes deixando eles meio vazios (a não ser em feriados e férias escolares) – mesmo assim, é sempre bom sentar no balcão do Bossa Nova e pedir drinks ilimitados (tem Chivas e Black Label). Um deles, com temática mais esportiva, serve hot dogs, tem mesas de sinuca e de pebolim. No teatro, são apresentados shows que achei simplinhos. Vi o do Rei Leão, basicamente de dançarinos com fantasias levemente improvisadas dublando as falas do famoso filme da Disney. A parte legal é que as crianças que ficaram com os monitores durante o dia também participam da peça.

piscina principal do Grand Palladium Imbassaí é enorme e não fica lotada – se você quiser sentar longe das aulas de hidroginástica, consegue, e há ainda uma só pra adultos. Por ali, todo dia das 11h às 15h, uma mocinha também prepara acarajés maravilhosos num quiosque.

Papais e mamães e vovós e titios buzuntam seus pequenos de filtro solar nas espreguiçadeiras e aproveitam o kid’s club com brinquedoteca e telão para filmes e o novo playground aquático, uma piscininha com escorregadores, baldes que despejam água e outros brinquedinhos que prometem entretenimento infantil por horas.

Se em alguns momentos eu me pergunto porque tem tanta gente que escolhe resorts como destino, eu me lembro imediatamente quando observo famílias com crianças. Vi uma mãe ensinando o filho a dar manchete na quadra de vôlei e um pai ajudando a filha a empunhar a raquete na quadra de tênis. Observei um guri entretido por pelo menos meia hora com um jogo de xadrez gigante (que eu jamais pensei que fizesse sucesso), uma menina pintando telas com os dedos e presenteando os avós, outra dançando com os pés em cima dos do pai ao som do violão que uns sujeitos tocam toda noite em frente aos restaurantes. O pequeno que fez o Simba recebeu um abraço orgulhoso dos pais após a peça.

O resort atende bem esse público familiar. As villas têm copas com leite, papinhas, microondas, liquidificar e geladeira. Uma sala de vídeo games acolhe adolescentes. No spa também há uma área infantil onde eles podem fazer penteados coloridos e tatuagens temporárias. Trabalham duro os monitores que se ocupam de cuidar dos pequenos, de 0 até 17 anos.

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Outro trunfo do Grand Palladium Imbassaí é sem dúvida a área da praia. Ela é alcançada com um transfer ou por uma ponte de madeira com 800 metros de extensão, suspensa sobre a vegetação preservada. A faixa de areia é ladeada por um coqueiral e não tem outras construções à vista. Um restaurante serve refeições na areia (e água de coco à vontade <3). Um deque separa a praia de um rio, onde é possível deitar numas redes e fazer stand up paddle e andar de caiaque. Tudo evoca tranquilidade e contato com a natureza.

Chega-se na areia em si por uma passarela de madeira que rende boas fotos. Há várias espreguiçadeiras sob quiosques de sapê. O mar é encrespado – legal para as aulas de surfe disponíveis, mas não tão legal para crianças muito pequenas. Em quinze minutos de caminhada na praia você já não enxerga o hotel e nem mais ninguém. Uma imensidão de coqueiros, água e areia, só pra você.

PASSEIOS LEGAIS QUE QUEM ESTÁ NO GRAND PALLADIUM IMBASSAÍ PODE FAZER:

VILAREJO DE IMBASSAÍ: Você pode pegar as bicicletas que o hotel empresta pra ir até o pequeno vilarejo, com alguns lojinhas e pousadas.

GUARAJUBA: Uma praia gostosa com coqueirais e faixa de areia larga e possivelmente o melhor bar de praia do Brasil, o Bar do Carlinhos. O peixe vermelho, o polvo, a moqueca: tudo é de comer chorando de tão bom.

CASTELO GARCIA D’ÁVILA: Foi a primeira grande edificação portuguesa no Brasil, construída no século 16. Num bonito parque onde quem te recebe é uma figueira enorme, as ruínas contam um pouco da história do país e são superfotogênicas.

PRAIA DO FORTE: O centrinho preservou a arquitetura local e recebeu lojinhas e restaurantes.  Ali fica a primeira sede do Projeto Tamar, que além de ensinar sobre tartarugas serve de centro cultural com shows de música.

Pontos altos

– banheira, roupões e room service nos quartos
– acarajé maravilhoso na piscina
– piscinas grandes que não lotam, mesmo na alta temporada, e mais uma só pra adultos
– área da praia natural e vazia cortada por um rio
– paisagismo bonito com jardins bem-cuidados e floridos
– sushis criativos e fresquinhos no restaurante japonês
– playground aquático infantil
– área úmida do spa muito boa por R$ 25
– localização esperta propícia para passeios pela região

Pontos baixos

– qualidade da comida meio instável no bufê
– churrascaria com carnes muito passadas
– decoração dos quartos podia ser mais sofisticada (na nossa visita os frigobares não estavam funcionando e as bebidas também estavam quentes)
– wi-fi fraco às vezes pegando, às vezes não
– shows noturnos podiam ser mais elaborados

O VEREDICTO

O Grand Palladium Imbassaí é um resort pra famílias com boas instalações. Piscinas grandes que não ficam lotadas (e tem uma só para adultos) e uma praia deliciosa cumprem bem o que se espera de um resort na Bahia. A decoração e o paisagismo das áreas comuns são bonitos e bem-cuidados, sem cafonices, e quartos são espaçosos. Crianças tem tudo e mais um pouco pra saírem satisfeitas e desmaiarem na cama à noite.

Pacote CVC:

Em janeiro, 7 noites all-inclusive com traslados e passagem aérea custam desde R$ 4 678 por pessoa em quarto duplo em até 12 vezes sem juros. Na baixa temporada, a partir de março, 4 noites saem R$ 2 878 e 7 noites custam R$ 3 948, também com traslados e passagem aérea.

*O Carpe Mundi foi à Bahia a convite do Grand Palladium Imbassaí e da CVC. O conteúdo deste post reflete apenas a opinião da autora.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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